Ressuscitação Cardiopulmonar – Diretrizes 2015

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Foram divulgadas as novas diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) pelas principais instituições mundiais na área: a a American Heart Association (AHA dos EUA), o European Resuscitation Council e o Resuscitation Council (do Reino Unido). A última publicação havia sido em 2010. As diretrizes atuais trazem as condutas para o atendimento da parada cardiorrespiratória (PCR) em adultos, bem como em pediatria e neonatologia. Além disso, também estão contidas as condutas para o atendimento cardiovascular de emergência, incluindo infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Saiba mais:

Novidades Gerais das Diretrizes

A primeira grande novidade destas diretrizes é o fim do ciclo de revisão a cada cinco anos. A partir de agora as recomendações serão atualizadas conforme novas evidências forem sendo consolidadas. Isso faz com que as descobertas científicas cheguem mais rapidamente ao paciente, garantindo maior qualidade na assistência.

Um novo sistema de classificação foi aplicado para as classes de recomendação e níveis de evidência:

Evidências ACLS 2015

 

 

 

 

 

 

É importante destacar que das 315 recomendações contidas na diretriz, apenas três tem nível “A” de evidência, e apenas 25% é recomendada como Classe I (forte). A maioria das recomendações (69%) ainda tem baixo nível de evidência (C-LD ou C-EO), e 45% é de recomendações fracas (Classe IIb).

As novas diretrizes também trazem atualizações que implicam em discussões éticas, pois todas são voltadas à discussão da suspensão das medidas de ressuscitação. Estes itens são:

  • Uso de RCP extracorpórea para PCR;
  • Fatores prognósticos durante a PCR;
  • Escores prognósticos para bebês prematuros;
  • Prognóstico para crianças e adultos após PCR;
  • Função de órgãos transplantados recuperados após PCR.
  • Veja um vídeo exclusivo sobre Segurança do Paciente

Duas Cadeias de Sobrevivência

Houve uma diferenciação entre a PCR que ocorre dentro e fora do hospital, criando duas Cadeias de Sobrevivência do adulto. Para o extra-hospitalar a ênfase é a resposta rápida a um evento repentino. Esse aspecto foi reforçado com a recomendação de incorporar tecnologias de mídia social que convoquem socorristas que estão dispostos e capazes de realizar RCP e estão próximos a uma vítima com suspeita de PCR extra-hospitalar (Classe IIb, Nível B-R).

Já no intra-hospitalar, o aspecto mais importante é a prevenção de eventos. Isso é pautado pela recomendação de usar Times de Resposta Rápida para adultos (Classe IIa, Nível C-LD) e para crianças (Classe IIb, Nível C-LD), além de incorporar sistemas de sinais de alerta, ou “Early Warning Scores” (Classe IIb, Nível C-LD).

Melhoria Contínua

E as diretrizes de 2015 reconfirmam a necessidade de incorporar melhoria contínua da qualidade no processo de assistência à PCR. As novas diretrizes são muito claras em dizer que “os sistemas de ressuscitação devem estabelecer a avaliação contínua e a melhoria dos sistemas de atendimento”. Isso implica em monitorar a qualidade do atendimento à PCR e os desfechos conseguidos. O objetivo é melhorar os resultados até o que for considerado ideal.

 

Sites das Diretrizes 2015:

Fonte: segurancadopaciente.com.br

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