GREVE CIRÚRGICA – DAS MÁSCARAS À REALIDADE

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Já muito se falou sobre a GREVE CIRÚRGICA que está a decorrer em 5 blocos operatórios, de 5 centros hospitalares e universitários, promovida pelos ENFERMEIROS PORTUGUESES, dos blocos operatórios.

Apesar desta GREVE CIRÚRGICA, estão assegurados os cuidados mínimos, as urgências e as cirurgias oncológicas. Realidade, esta, que muitos tentam escamotear à opinião pública e à Sociedade, pervertendo números com o intuito de “atear fogos” e virar esta mesma Sociedade, contra os ENFERMEIROS.

Tentam também lançar dúvidas sobre o fundo angariado para esta GREVE CIRÚRGICA, Desde o BE (Daniel Oliveira), PS (Carlos César), PCP (Jerónimo de Sousa), etc. Mas a angariação do fundo foi limpo, e com o contributo de milhares de ENFERMEIROS, Familiares e particulares.

A verdade é que esta GREVE CIRÚRGICA, desenvolvida pelos ENFERMEIROS PORTUGUESES, convocada pelos Sindicatos ASPE e SINDEPOR, está legalmente sustentada, porque apesar da tentativa do Ministério da Saúde e da Srª. Ministra, Profª. Doutora Marta Temido a questionar, o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República, reconheceu a sua legalidade.

Apesar também, das manobras cínicas e maquiavélicas de tentarem envolver a ORDEM DOS ENFERMEIROS nesta GREVE CIRÚRGICA, a Srª. Bastonária Enfª. Ana Rita Cavaco, sempre disse que esta, era uma GREVE que surgiu e se desenvolveu a partir de um movimento de ENFERMEIROS, a sustentação da greve era da esfera jurídica dos Sindicatos, alertou várias vezes para as consequências graves desta greve, mas que estaria sempre ao lado dos ENFERMEIROS PORTUGUESES.

Vimos, com alguma tristeza, o Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos, Dr. Miguel Guimarães escorregar numa armadilha, lançada pelos administradores hospitalares, para saber se os médicos poderiam operar sozinhos nos blocos operatórios, ao que respondeu que “em tese”, sim. Mas depois lá se levantou, combalido do escorregão e corrigiu as declarações dizendo que os médicos não operavam sozinhos. No entanto, não deixou de se tentar mediatizar à custa dos ENFERMEIROS, estando permanentemente a comentar esta GREVE CIRÚRGICA, esquecendo-se dos problemas que tem dentro de casa, sobre precisamente, dinheiros recebidos indevidamente por médicos na corrupção de facturas de medicamentos, receitas, etc.

Com o desenrolar desta GREVE CIRÚRGICA, no tempo que decorre, várias máscaras vão caindo paulatinamente.

Vamos a nomes e frases:

Dr. Rui Rio, Presidente do PSD, pede a Enfermeiros que “metam a mão na consciência”;

  • Oh Sr. Dr. Rui Rio, o Senhor é que tem que meter a mão na consciência por querer, em detrimento do SNS, beneficiar os privados. Já o tínhamos percebido! Com esta intervenção, os ENFERMEIROS PORTUGUESES ficaram a saber com o que contam de Vª. Exª..
    Já agora Sr. Dr. Rui Rio, esta sua afirmação não é de/do líder da oposição, mas sim, o líder da decomposição.

Do Sr. Deputado e Líder do PCP, Jerônimo de Sousa, disse que promover a angariação de fundos subverte direito à greve.

  • Oh “camarada” Jerônimo, é contra esta forma de angariar fundos e contra a GREVE CIRÚRGICA, para dar apoio ao Sindicato Enfermeiros Portugueses (SEP)? E por esta estrutura sindical não estar dignamente a defender OS ENFERMEIROS PORTUGUESES? Porque a GREVE CIRÚRGICA está a ser um sucesso? Porque esta GREVE CIRÚRGICA não foi convocada pelo PCP/CGTP/SEP? Veja lá que heresia? Defina-se “Camarada Jerônimo”, se é a favor das lutas e reivindicações dos ENFERMEIROS, ou é contra? E “portanto camarada”, só interessam as greves da CGTP – Estivadores, Auto-Europa, etc.?

Do Presidente do PS e líder parlamentar do PS, Sr. Carlos César encontramos a sua caracterização a esta GREVE CIRÚRGICA, dizendo demagogicamente, que é “contra os doentes” e “subsidiada”. E que a Greve dos Enfermeiros é “estranha”.

  • Oh Sr. Carlos César, Presidente do Grupo Parlamentar do PS e Presidente do PS, subsidiada? Olhe que está enganado. Esta Greve Cirúrgica teve angariação de fundos com contributos dos Enfermeiros, Familiares e particulares que quiseram contribuir. É que esta GREVE, Sr. Deputado Carlos César, não é como as viagens para os Açores, que recebe subsídios e nem sequer sai de Lisboa. Haja seriedade e decoro Sr. Presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos César. É que não somos todos iguais! Haja decoro! Seriedade precisa-se, mas essa deverá, se calhar, ser para o Senhor.

A Senhora Ministra da Saúde, Profª. Drª. Marta Temido, na audição parlamentar, falou em “guerra” e depois emendou para greve. Vejam no que esta cabeça está a pensar relativamente à GREVE CIRÚRGICA dos ENFERMEIROS PORTUGUESES.

Os ENFERMEIROS PORTUGUESES ficaram agora a perceber (os que ainda não tinham percebido) quem, de entre os Sindicatos que se dizem representantes desta Classe Profissional, os andou a boicotar, a nivelar por baixo, a enredar as negociações e a trair o desenvolvimento das mesmas, em prejuízo dos ENFERMEIROS, com vista a não se alcançar o pretendido, entre várias coisas, uma carreira digna, que consagre 3 categorias, com remunerações de acordo com as habilitações académicas e profissionais exigidas e a formação específica e a responsabilidade tida no desempenho profissional dos ENFERMEIROS.

Os ENFERMEIROS PORTUGUESES também ficaram a saber que os vários partidos políticos, através dos seus diversos responsáveis, nada sabem sobre a ENFERMAGEM E, OS ENFERMEIROS PORTUGUESES, pouco sabem sobre o SNS e nada sabem sobre gestão em/na saúde. Mas este mal, não é só dos políticos e partidos políticos, é também da Associação de Administradores Hospitalares, que através do seu Presidente, Dr. Alexandre Lourenço, até propôs que os médicos operassem nos Blocos Operatórios, sem ENFERMEIROS. Estes senhores administram o quê? Vejam os seus vencimentos, prémios de produção, e depois digam-me se estavam/estão preocupados com os utentes/cidadãos/doentes? Digam-me também, se as listas de espera são só de agora? E digam-me a quem serve haver listas de espera, para satisfazer que clientela e a que preço?

Uma realidade é certa, o poder político teme que no futuro, outras classes e movimentos peguem neste modelo de fazer greves, inédito e inovador, protagonizado pelos ENFERMEIROS PORTUGUESES, e o usem nas suas lutas e reivindicações.

Caros Colegas ENFERMEIROS PORTUGUESES, dos vários Blocos Operatórios, o meu reconhecido obrigado pela resistência, valentia, afirmação e perseverança em favor de toda a Classe. Sabemos que as pressões são muitas. Mas também sabemos que sois capazes. OBRIGADO!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o queiramos e saibamos sê-lo!

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2018.12.13 – 19h00

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