A CONTAGEM DECRESCENTE É UMA REALIDADE! GREVE CIRÚRGICA 2

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Após longas e demoradas negociações com os ENFERMEIROS PORTUGUESES, o Governo fez-se de mouco, não negociava, empatou tempo, tentou desmotivar, dividir e manipular os Enfermeiros e a opinião pública, contra esta Classe Profissional.

Lembrar, que foi pela mão de um Governo Socialista, em 2009, com o apoio de um sindicato (SEP), que foi destruída uma Carreira de Enfermagem, que não sendo a ideal ao tempos que correm, tinha muita autonomia, hierarquia, avaliação e progressão bem definidas. Perdeu-se! E os Governos que se seguiram a 2009, continuaram nesta destruição, marginalização, desvalorização e menosprezo. Nem Sindicatos e que continuam hoje, ainda mais cristalizados, nem Ordem dos Enfermeiros de então, nem as várias Associações Profissionais de Enfermagem se manifestaram. Acomodaram-se! Nem com a agressividade e laceração perpetrada pelo então Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, num governo PSD, em que colocou os Enfermeiros a trabalharem 40 horas, pelo preço/custo de 35 horas, houve manifestação ou descontentamento das Organizações e Associações desta Classe. Em abono da verdade, os ENFERMEIROS PORTUGUESES, estavam adormecidos, acomodados, anestesiados.

Mas o tempo continuou a correr, mas de forma decrescente, sempre em desfavor dos ENFERMEIROS!

Eis que este gigante agora acordou!

Este acordar, que outrora desdenharam e que agora começam a temer, deveu-se a uma Ordem dos Enfermeiros e a uma Bastonária, Enfª. Ana Rita Cavaco, e aos Movimentos de Enfermagem, que começaram a fazer ouvir a sua voz, a exigir respeito, dignidade e melhores condições de trabalho, melhores remunerações e uma carreira digna, que honre os ENFERMEIROS PORTUGUESES, sejam eles CIT’s ou CTFP. Não podemos nunca esquecer os EESMO’s, MNENF, a greve de 11 a 15 de Setembro/2017, a “Revolução dos Cravos Brancos, e a Ordem dos Enfermeiros, com todas as suas Secções, no apoio explicito e inequívoco às exigências e reivindicações dos ENFERMEIROS PORTUGUESES. Esta luta extravasou fronteiras e foi amplamente noticiada no estrangeiro, particularmente na Europa.

Com todos estes movimentos, manifestações e reivindicações, os Sindicatos de outrora, de forma oportunista, aproveitaram este início do rugir de gigante e desavergonhadamente colaram-se a esta força, que dia a dia crescia. Foi de tal forma este crescimento, que se geraram energias e espaços para o aparecimento de dois novos sindicatos – ASPE e SINDEPOR.

Após a “Revolução dos Cravos Brancos” de 15 de Setembro/2017, nada mais foi igual! Perdeu-se o medo!

Tudo continuou até aos dias de hoje, com os novos Sindicatos a consolidarem o seu espaço, mas os ENFERMEIROS, autonomamente, não perderam dinâmica e continuaram organizados. Houve manifestações, encontros, pedidos de audiência a Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, mas tal como o Governo do Dr. António Costa, como Primeiro-Ministro e do Sr. Ministro da Saúde, Prof. Doutor Adalberto Campos Fernandes, nada evoluía. Os ENFERMEIROS sofriam tentativas de serem ignorados, iludidos, insultados, subjugados e desvirtuados e de serem obrigados a perder a mais rica e nobre qualidade que possuem, a sua honra!

Eis que um grupo corajoso, líder e herói, espontaneamente, cria o movimento “GREVE CIRÚRGICA” e inicia-se a coleta entre ENFERMEIROS, para financiarem a greve nos blocos operatórios de 5 centros hospitalares e universitários. A onda de apoio entre Colegas foi gigante. Os dois novos Sindicatos, ainda sem vícios e com lucidez plena, apoiaram esta greve, decretando um inteligente e oportuno pré-aviso de greve de meados de Novembro a 31 de Dezembro/2018. A Ordem dos Enfermeiros e a sua Bastonária, estiveram sempre ao lado desta luta e dos ENFERMEIROS.

Entretanto, tinha caído o anterior Ministro da Saúde, desgastado com, entre outras matérias, as reivindicações e greves dos ENFERMEIROS PORTUGUESES.

O rugir do gigante ecoava nos gabinetes do Governo e particularmente no Ministério da Saúde!

Eis que chega uma nova Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido, que de forma arrogante, sem saber ser nem estar, não escutou o movimento que se agigantava, e numa atitude pouco polida, infantil, e nada diplomática ou política, insultou os ENFERMEIROS PORTUGUESES. Tentou por todos os meios desvalorizar esta Classe Profissional. Quis colocar em causa o pré-aviso de greve, mas nem o Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República lhe veio dar razão. Viu-se obrigada a pedir desculpas aos ENFERMEIROS, face a tanta pressão política.

O Governo apavorado com este gigante, usou as suas instituições de variadas formas, para tentar controlar os meios de comunicação social, debitando informação imprecisa e errónea, manipulando informação e verdades para confundir e dividir os ENFERMEIROS e a opinião pública.

Até A Associação de Administradores Hospitalares, pela voz do seu Presidente Dr. Alexandre Lourenço, políticos, comentadores, jornalistas, etc. , todos se pronunciaram de forma desfavorável, com o intuito de desmobilizar os ENFERMEIROS PORTUGUESES, pondo em causa a “GREVE CIRÚRGICA”, usando cinicamente argumentos que facilmente foram desmontados, inverdades e nada consolidados.

A Ordem dos Médicos, através do seu Bastonário, Dr. Miguel Guimarães, andou dividido e a dar “uma no cravo, outra na ferradura”, para ver de que forma se aproveitava melhor do momento para tirar dividendos próprios.

Eis que chegamos em pleno à GREVE CIRÚRGICA, e com as consequências em crescendo e em onda de choque, não só no Ministério da Saúde, mas também no Governo da Geringonça (PS, BE e PCP) e na Sede do PS do largo do Rato, começam estes políticos, vendidos às bancas rotas da banca, a considerar a negociação com os ENFERMEIROS PORTUGUESES.

Nada tendo evoluído, o Movimento “GREVE CIRÚRGICA” inicia a coleta para um novo fundo, com vista a uma nova GREVE CIRÚRGICA, agora a II, a iniciar em Janeiro até Fevereiro, alargando os Hospitais envolvidos. Dentro do prazo, foram angariados 400.000€. Os Sindicatos ASPE E SINDEPOR emitem novo pré-aviso de greve. A Ordem dos Enfermeiros mantém o seu apoio público e firme.

Janeiro 2019 começa com negociações entre Sindicatos e Ministério da Saúde, sempre com o entrave do Ministério das Finanças e do Sr. Ministro Mário Centeno.

Ao longo deste tempo, foram escritas páginas únicas de muito valor, coragem, honra e dignidade, por inúmeros ENFERMEIROS PORTUGUESES, não cedendo a pressões, injúrias, insídias e malvadezas.

O momento é de união! Este gigante está a rugir, está com força. Nada nos calará!

Desejamos e apelamos aos nossos dignos representantes, neste momento, ASPE E SINDEPOR, na mesa de negociações, que não cedam à demagogia, à falsa verdade, à desonestidade e às “lágrimas de crocodilo”. A contagem decrescente é uma realidade. O Governo não tem muito tempo, mas tem meios para satisfazer as reivindicações justas destes Profissionais. Os ENFERMEIROS PORTUGUESES já esperaram década e meia. Continuam a assegurar o SNS depauperado, sem investimento, desorganizado e carente de recursos humanos, nomeadamente ENFERMEIROS.

A nossa honra e dignidade não podem ser vendidas a qualquer preço, em torno de uma “mesa de vícios”, com alçapões e fundos falsos, por onde outros já passaram e deixaram marcas de perfídia a Toda Uma Classe Profissional, chamada ENFERMAGEM!

Por tudo isto, sem medos, o momento e a hora são de muita serenidade e de união inequívoca, dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, perante a passividade do poder político e governamental do presente e do passado. A nossa demonstração de insatisfação tem uma dimensão que o Governo está a desvalorizar! Talvez se arrependam.

GREVE CIRÚRGICA 2 a nossa arma! Porque o tempo corre em contagem decrescente.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o queiramos e saibamos sê-lo!

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2019.01.12 – 21h00

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