Estudo indica que dois em cada três Enfermeiros referem exaustão emocional

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Quase 70% dos hospitais apresentam ambientes de trabalho menos favoráveis para os enfermeiros, sobretudo pela falta de recursos. Esta é uma das conclusões do estudo «Nurse Forecasting in Europe» (RN4Cast), liderado pelo Instituto de Ciências da Saúde da Católica Porto, concretamente pelo Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) da instituição.

A investigação, que avalia os ambientes de trabalho e cuidados de enfermagem em Portugal, demonstra que mais de metade dos enfermeiros inquiridos revela falta tempo para confortar/falar com os doentes e famílias e para os ensinar e preparar para a alta hospitalar.

Os resultados demonstram que 25% dos cuidados ficam por realizar, devido à falta de tempo, e isto apesar de um terço dos enfermeiros trabalharem além do seu turno. Os dados revelam, ainda, que dois em cada três enfermeiros apresentam valores de exaustão emocional (sintomas de esgotamento) elevados, mesmo aqueles com poucos anos de experiência.

Chamados a avaliar o serviço em termos de segurança dos doentes, cerca de metade dos enfermeiros (48,4%) classificam-no como aceitável, mas apenas 3,5% atribuem nota excelente. Refira-se, igualmente, que apenas 14% dos inquiridos afirma que recomendaria, sem reservas, a unidade hospitalar em que trabalha a familiares e amigos.

 

 

96% dos enfermeiros insatisfeitos com o salário

Segundo o estudo, cerca de 96% dos inquiridos não estão satisfeitos com o salário e 86% com a falta de oportunidades de progressão. Esta situação faz com que 42,5% destes profissionais de saúde pensem em abandonar o hospital em que trabalham.

Realizado entre outubro de 2013 e abril de 2014, o estudo RN4Cast contou com a participação de 2.235 enfermeiros e 2.254 utentes (internados por um período superior a três dias) de unidades hospitalares de norte a sul do país e regiões autónomas.

O estudo, realizado agora em Portugal e liderado pela Católica Porto, já foi efetuado em 12 países da União Europeia, nos Estados Unidos e, ainda, na China. Participam, também, no estudo investigadores das Universidades Nova e de Lisboa, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, bem como o coordenador do projeto europeu, da Katholieke Universiteit Leuven.

 

Fonte: Ionline

 

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