Oxigenoterapia… tipos e cuidados!

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A oxigenoterapia é a administração de oxigénio numa concentração maior do que a encontrada na atmosfera ambiental. O objectivo é fornecer o transporte adequado de oxigênio no sangue, enquanto diminui o trabalho da respiração e reduz o stress sobre o miocárdio.

O transporte de O² para os tecidos depende de fatores como o débito cardíaco, o conteúdo de oxigênio arterial, a concentração de hemoglobina e as exigências metabólicas. Uma alteração no padrão respiratório do doente pode ser um dos indicadores mais precoces da necessidade de oxigenoterapia. Essa alteração pode resultar numa hipoxemia ou hipóxia. A hipoxemia manifesta-se por alterações no estado mental (agitação, desorientação, julgamento prejudicado, confusão, letargia e coma), dispneia, aumento de P.A., alterações na frequência cardíaca, disritmias, cianose central (sinal tardio), sudorese e membros frios.

PRECAUÇÕES NA OXIGENOTERAPIA

O oxigênio é um medicamento, sendo, portanto, um item da prescrição médica. A administração dele requer cuidados e deve ser acompanhada pelo enfermeiro. É importante observar se há indicadores subtis da oxigenação inadequada, quando o oxigênio é administrado por qualquer método. O enfermeiro deve observar durante a terapia sinais de confusão, inquietação que progride para letargia, palidez, taquicardia, taquipnéia e hipertensão. a oximetria de pulso é utilizada para monitorar os níveis de O².

MÉTODOS DE ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÉNIO

Sistemas de administração de oxigênio são classificados como sistemas de baixo fluxo ou alto fluxo. Os sistemas de baixo fluxo tem participação parcial. Isso significa que o doente respira algum ar ambiente juntamente com o oxigênio. esses sistemas fornecem uma concentração constante. São eles: cânula nasal, cateter orofaríngeo, máscara simples e as máscaras de reinalação parcial ou não inalação.

Os sistemas de alto fluxo fornecem a quantidade total do ar inspirado.  Um percentual específico de O² é administrado independente da respiração do paciente. São indicados para pacientes que exigem quantidades constantes de O². São eles: Máscara de Venturi, máscara aerossol, tubos em T e tendas faciais. A máscara de Venturi é o método mais confiável e exato para administrar concentrações exatas de O² através de meios não invasivos. A máscara é constituída de maneira que permita um fluxo constante de ar ambiente misturado ao fluxo de O². Ela é utilizada principalmente por pacientes DPOC, poque pode fornecer baixos níveis de O² sem suprimir o estímulo hipóxico.

ENTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL

A entubação endotraqueal envolve a passagem de um tubo através da boca ou nariz, para dentro da traqueia. A entubação fornece uma via aérea permeável quando o doente apresenta angústia respiratória e não responde a tratamentos simples. É o método de escolha no cuidado de emergência. Quando o tubo é inserido, um balão (Cuff) é insuflado  o que evita que o ar saia ao redor da parte superior do tubo, minimizando também a possibilidade de aspiração e evita o movimento do tubo.

As pressões dos balões devem ser verificadas a cada 8 ou 12h, com o manômetro calibrado, mantendo pressão entre 20 a 25 mmHg. Pressão alta no balão pode gerar sangramento, isquemia ou necrose por pressão, enquanto a pressão baixa pode aumentar o risco de pneumonia por aspiração.

A Entubação deve usada por não mais de 03 semanas, em cujo período a traqueostomia deve ser considerada, para diminuir a irritação e trauma do revestimento traqueal, reduzir a incidência da paralisia da corda vocal (secundária a lesão do nervo laríngeo). O tubo endotraqueal apresenta diversas desvantagens em relação a traqueostomia: provoca desconforto, deprime o reflexo da tosse (facilitando o acúmulo de secreções brônquicas), deprime o reflexo da deglutição aumentando o risco de aspiração. Podendo ocorrer também o risco de estenose da traquéia pelo uso prolongado.

Fonte: Slideshare

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