Estudantes de enfermagem vão formar cuidadores de pessoas dependentes

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Alunos da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL) vão formar cuidadores informais de pessoas em situação de dependência, nomeadamente de idosos, para lhes prestarem um melhor auxílio, foi hoje anunciado.

Intitulado “Cuidar Melhor”, o projeto insere-se nas políticas sociais do município para “fomentar ações mais próximas dos cidadãos em situação de dependência, ‘capacitadoras’ da respetiva autonomia e independência e promotoras de humanização de cuidados, que contribuam para minimizar custos e ajustar-se aos problemas e necessidades de uma população envelhecida”, refere o protocolo assinado entre o município e a ESEL.

Para isso, a autarquia contará com a “experiência e conhecimento especializado de alunos voluntários”, que “colocarão os seus conhecimentos ao serviço da população nos encontros com os cuidadores”, indica o mesmo documento.

Neste projeto, que tem a duração prevista de um ano e não envolve custos, participa também a Associação para Desenvolvimento de Novas Iniciativas para Idosos (ADVITA), que realizou vídeos “em colaboração com profissionais reconhecidos nas áreas temáticas desenvolvidas, com a preocupação de transpor o conhecimento científico para o quotidiano da prestação dos cuidados”.

Em declarações à agência Lusa, o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, explicou que estas formações serão “dirigidas a pessoas que não são profissionais e que nunca tiveram preparação” para serem cuidadoras, mas que acabaram por assumir esse papel.

O objetivo é “permitir que quem cuida preste os melhores cuidados”, já que estão em causa “situações muito pesadas a nível emocional, físico e económico”, sublinhou.

Tendo em conta a realidade da cidade, esta população dependente é essencialmente idosa, mas o projeto “é completamente transversal”, de acordo com João Afonso.

“Abrange quem não tem recursos e não pode recorrer a soluções comerciais, quem não encontrou resposta do ponto de vista do serviço público e quem se recusa a ir por instituições, acabando por ficar na sua própria casa ou de familiares”, precisou.

A Câmara vai agora identificar os locais para fazer estes cursos, em cinco freguesias da cidade a definir.

O protocolo com a ESEL e com a ADVITA foi assinado este fim de semana, no âmbito do festival LisBoa Idade, que juntou crianças, adultos e idosos no Jardim da Estrela para divulgar o envelhecimento ativo e a qualidade de vida.

“A adesão das pessoas foi ótima”, notou João Afonso, advogando que “o objetivo de ter um evento sem barreiras, em termos de idade, foi conseguido”.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com

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