Desenvolvida plataforma de apoio a doentes

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Uma plataforma de apoio a doentes, que partilha ideias de outros doentes, já tem disponíveis mais de 650 soluções do mundo inteiro.

A ideia original é portuguesa e tem como principal objetivo criar uma rede social que ligue pacientes e possibilite a partilha de soluções, tratamentos, dispositivos e outro conhecimento relevante, afirma-se na página na internet da Patient Innovation. Através dela o Nuno, o Diogo, o Louis ou a Lisa têm uma vida melhor.

“Já ajudamos um menino de sete anos (o Nuno) a ter uma prótese, uma mão e um braço, impressos em 3D por apenas 18 euros”, (que por ser uma criança a crescer é temporária e por isso a vantagem de ser barata), explicou à agência Lusa a médica e professora Helena Canhão, a responsável médica da equipa da Patient Innovation.

A rede foi criada em 2013 e tem como objetivo promover a difusão de conhecimentos sobre soluções que doentes e cuidadores encontram para resolver problemas do dia-a-dia para fazer face a doenças, normalmente doenças crónicas.

Helena Canhão explica que os médicos têm a preocupação de curar a doença, mas há uma série de outros problemas sobre os quais nem têm tempo para pensar. A reumatologista e professora da Faculdade de Medicina de Lisboa dá um exemplo: tentamos curar ou influenciar os mecanismos da doença, mas não discutimos a melhor maneira de uma pessoa com uma lesão abrir uma maçaneta de uma porta.

“Estes obstáculos influenciam a qualidade de vida. Quando um doente, ou um cuidador, se depara com esses problemas tende a resolve-los, com soluções por vezes simples, por vezes complicadas, até porque são eles que têm que viver com a doença”, refere Helena Canhão.

O que acontece é que quem desenvolve uma solução para melhorar a vida de um doente crónico não a divulga, acrescenta a especialista para justificar a criação da Patient Inovation. Num pequeno inquérito a 40 pessoas com doenças raras, três delas tinham desenvolvido soluções, que não eram divulgadas se não houvesse um veículo, diz.

Por vezes surgem ideias tão boas “que as empresas as agarram”. E na página da Patient Innovation vem um exemplo, o penso-rápido que um homem inventou para a mulher, que se costuma queimar e cortar na cozinha.

Fonte: Univadis

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