Ramsay ou RASS, qual usar?

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Avaliar o nível de consciência é fundamental para o planeamento diário dos cuidados em doentes críticos.

Esse parâmetro é essencial para que possamos determinar os cuidados a realizar e as atitudes terapêuticas.

Entre as formas de se avaliar o nível de consciência, as escalas Ramsay e RASS (Richmond Agitation-Sedation Scale) figuram como as mais utilizadas na prática clínica, por serem muito simples de se aplicar.

A escala de Ramsay tem pontuação de 1 (Acordado e Ansioso ou Inquieto ou Violento) a 6 (Sem resposta).

O problema da escala de Ramsay figura justamente na sua pontuação de 1, pois ela enquadra Ansioso e Violento na mesma categoria, e lidar com essas condições na UCI é totalmente diferente.

Já a RASS tem pontuação de -5 (Sem resposta) a +4 (Combativo, Violento). A intenção é sempre manter a dose da sedação para se conseguir uma pontuação de -2 (Sedação Leve: Acorda rápido e mantém contato) a 0 (Alerta e Calmo), para nós, essa pontuação é muito importante, já que um paciente com Sedação Leve ou Alerta e Calmo, é muito mais suscetível de colaborar na sua prestação de cuidados ou ser colocado em ventilação espontânea.

Além de avaliar o nível de consciência, a RASS faz parte do diagnóstico de Dellirum, que é uma disfunção cerebral aguda com repercussão funcional e na mortalidade, necessitando de diagnóstico e actuação rápidos. O Delliruim é diagnosticado pela escala CAM-ICU (Confusional Assessment Method – Intensive Care Unit) e a RASS precede a avaliação da CAM-ICU.

Então colegas, considerem utilizar a escala RASS na sua prática clínica.

Referências:
1- Nassar Junior AP, Pires Neto RC, de Figueiredo WB, Park M. Validity, reliability and applicability of Portuguese versions of sedation-agitation scales among critically illpatients. Sao Paulo Med J. 2008 Jul;126(4):215-9.

2- Shehabi Y, Riker RR, Bokesch PM, Wisemandle W, Shintani A, Ely EW, SEDCOM (Safety and Efficacy of Dexmedetomidine Compared With Midazolam) Study Group. Crit Care Med. 2010 Dec; 38(12):2311-8.

3- Faria R da SB, Moreno RP. Delirium in intensive care: an under-diagnosed reality. Rev Bras Ter Intensiva. 2013;25(2):137-147.4- De Jonghe B, Cook D, Appere-De-Vecchi C, Guyatt G, Meade M, Outin H. Using and understanding sedation scoring systems: a systematic review. Intensive Care Med. 2000;26(3):275-85.

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