Sete tipos de [email protected]… qual o teu?

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Enfermagem é uma profissão predominantemente feminina. De entre todos os tipos de enfermeiras com quem já tive o prazer de trabalhar, encontrei um artigo no site “senhora enfermeira” que retrata muito bem as suas personalidades.

Porque também é importante ter bom humor, lê este interessante artigo e diz se não se enquadra!

“A stressada – a enfermeira que às 7:00 da manhã aparece na passagem de turno, com cara de quem dormiu meia hora, com uma coca-cola numa mão e cinco na mala. À medida que vai ouvindo a passagem de turno, não pára de bater o pé, beber coca-cola e ainda consegue fazer apontamentos. Essa é aquela colega que consegue sozinha stressar a equipa toda com situações completamente controladas. Passa o turno tipo barata tonta a correr de um lado para o outro como se estivesse em competição e no final agradece a toda a equipa, a tremer e a chorar, com uma coca-cola na mão, porque foi um turno muito complicado e sem eles não teria conseguido.

A sádica – a enfermeira que fica em pulgas à espera que surja oportunidade de fazer procedimentos invasivos, quanto mais invasivos e dolorosos melhor. Chega mesmo a roubar pacientes às colegas. É capaz de querer introduzir uma sonda vesical para averiguar o volume retido quando um scan da bexiga pode resolver. É também aquela enfermeira que ameaça o paciente com uma entubação naso-gástrica se este passar mais de três horas sem querer comer. Este tipo de enfermeira argumenta as decisões dela como se da própria vida se tratasse, por vezes argumenta tão bem que lhe dão razão.

O neutralizador – trata-se do enfermeiro homem e nas enfermarias onde existe este espécime, a tensão feminina fica neutralizada. É por norma bastante profissional e faz a diferença na equipa, mas existem tristes e graves excepções. Desde que não seja parvo nem ache que pode assediar as colegas, é útil num serviço onde só trabalhem mulheres e onde por consequência a tensão no ar fica muito forte, pois neutraliza o ambiente, é uma espécie de airwick humano.

A coisinha – a enfermeira que faz a passagem do turno com expressões do tipo “ O Sr A. Está bonzinho, dormiu benzinho, ainda tem a sondinha e o drenozinho a drenar pouquinho. Comeu tudinho e bebeu muita aguinha. O pensinho está limpinho por isso não lhe mexi. Já acabou o sorinho e retirei o cateterzinho.” Senhores e senhoras, isto existe mesmo, e é deveras irritante. Para além de falar tudo com diminutivos, também não apresenta informação específica, nunca ficámos completamente esclarecidos e faz com que sintamos, por momentos, que estamos no jardim-de-infância.

A prevenida – a prevenida está sempre pronta para tudo e muitas das vezes consegue adiantar-se antes mesmo do paciente lhe fazer qualquer queixa. Tenham cuidado porque esta enfermeira está sempre armada com os bolsos cheios de utensílios SOS. Para além do estetoscópio (bastante útil e todos deviam andar com um), não dispensa uma ampola de diazepam e uma seringa já preparada com o mesmo, anda também com analgésicos, uma sonda de aspiração e um kit de acesso venoso, tem sempre também o seu telemóvel com ligação à internet. Esta enfermeira é, basicamente, um carro de emergência ambulante.

A radiante – a radiante anda todo o turno de sorriso nos lábios, calma e serena, independentemente dos pacientes dela estarem críticos ou do serviço ter de evacuar por uma ameaça de bomba, não se passa nada…. Está tudo controlado. São as palavras deste tipo de enfermeira. Olha para as outras com ar impávido e sereno e sorriso nos lábios mesmo que esteja a ouvir a “stressada” a falar com ela enquanto bebe red-bull misturado com coca-cola. Este espécime raro provavelmente consome cannabis para fins terapêuticos.

A pé-de-vento – este tipo de enfermeira levanta um pé-de-vento e uma tempestade por qualquer coisinha. Tudo é muito complicado e perigoso na cabeça desta enfermeira. Antes de cada intervenção vai averiguar 5 mil vezes se realmente sabe como fazer, se envolver contas, averigua 10 mil vezes. Se tem de transferir ou admitir um paciente mete toda a equipa a trabalhar para ela, porque é uma tarefa complicada e só se vêm papéis pelo ar, no final confere se tem tudo em ordem umas poucas de vezes e passadas duas horas consegue transferir o doente. Se esta enfermeira acompanhar o doente ao serviço novo vai fazer o pior cenário possível e vai parecer que o paciente está a morrer, quando na verdade será para ter alta nas próximas horas. As passagens de turno deste tipo de enfermeira são do mesmo género. Entramos todos sorridentes para a sala e saímos preparados para a 3ª guerra, a única que sai a sorrir e relaxada é a “radiante”, a “stressada” sai de cabelos no ar com duas latas de coca-cola abertas e uma de red-bull, a “sádica” sai como se fosse o dia de aniversário, a “coisinha” foge logo dali para fora e a “prevenida” passa duas horas na sala do stock a reforçar a artilharia, o “neutralizador” está de folga. No final vai-se a ver e o serviço está com apenas três doentes estáveis e com alta prevista para a tarde.

E são estes alguns tipos de enfermeiras com quem já tive o prazer de trabalhar. Conhecem alguém que se encaixe em algum tipo? Conhecem outros tipos? Contem-me tudo.”

Fonte: senhora enfermeira

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