Rubéola e sarampo considerados erradicados em Portugal

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Portugal erradicou a rubéola e o sarampo, uma das principais doenças contagiosas entre as crianças, assinala o Diário de Notícias deste domingo.

O diploma da Organização Mundial da Saúde (OMS), que oficializa a eliminação, foi entregue na Direção-Geral da Saúde, sendo cinco os certificados que o principal organismo da saúde mundial já deu ao país. Portugal, onde os casos daquelas doenças registados nos últimos anos foram consequência de infeções em outros países, tem sete doenças eliminadas, colocando-o na lista dos melhores a nível mundial.

“Este é o resultado de um grande trabalho conduzido ao longo dos anos. É um prémio que distingue o Serviço Nacional de Saúde. As mães que agora não lidam com o sarampo devem saber que é uma doença muito grave, com febre muito alta e que era adquirida por todas as crianças. Podia provocar a morte ou estar na origem de pneumonias provocadas pelo próprio vírus. A eliminação do sarampo tem reflexo imediato nas doenças e mortalidade infantil. No caso da rubéola, provocava mal formações nos fetos e por isso os efeitos fizeram-se sentir aí”, salienta o diretor-geral da Saúde, Francisco George, citado pelo jornal.

Francisco George explicou que o termo erradicação usa-se quando as doenças deixam de circular a nível mundial, mas que “como os vírus não se encontram em Portugal pode dizer-se que houve erradicação” no nosso país.

Além da rubéola e sarampo, a OMS também certificou a eliminação, em Portugal, da malária, varíola e poliomielite (paralisia infantil). Há ainda mais duas doenças que já não circulam em Portugal: a difteria (sem transmissão há cerca de 30 anos) e a raiva humana. “Existem muito poucos países com resultados semelhantes aos nossos. Temos uma saúde pública muito avançada e é por isso que temos dos melhores resultados de mortalidade infantil”, diz ainda Francisco George.

No mundo apenas a varíola está dada como erradicada. Em breve a OMS deverá fazer o mesmo com a poliomielite.

Há muito que o vírus do sarampo não circula em Portugal e que os casos registados – oito confirmados entre 2011 e 2014 – são importados. São pessoas que vieram infetadas de outros países, mas como a taxa de vacinação em Portugal é muito alta, o contágio não aconteceu, complementa o diário.

O certificado de eliminação dado pela OMS torna-se ainda mais importante quando Europa e EUA lutam contra surtos da doença por causa da redução das taxas de vacinação, reforça a fonte.

Fonte: Diário Digital

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