ENFERMEIROS PORTUGUESES, NÃO FALHAM NOS SEUS COMPROMISSOS COM OS CIDADÃOS

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A GREVE CIRÚRGICA a decorrer em 5 blocos operatórios de 5 centros hospitalares e universitários do nosso País, única e inédita dos ENFERMEIROS PORTUGUESES é consequência do abandono e vitupério por parte do Estado e do Governo, a esta classe profissional. O Ministério da Saúde empurrou os ENFERMEIROS para a greve e para medidas extremas de luta e reivindicação. Os ENFERMEIROS não progridem há 14 e mais anos. Não têm carreira profissional condigna e diferenciadora, face às especificidades, exigências, penosidade e qualificações académicas e profissionais que possuem e são exigidas no seu desempenho profissional.

Mas ao contrário do que tentam fazer passar nas notícias diárias e na imprensa, de uma forma geral, é que por causa da greve dos ENFERMEIROS, doentes oncológicos não são tratados. MENTIRA!

Apesar da GREVE CIRÚRGICA, há serviços mínimos assegurados, para além dos casos de urgência, claro. Estes serviços mínimos, contemplam, cirurgias de urgência e/ou oncológica. Nada de novo, portanto e contrariamente ao que pretendem fazer passar e colocar a Sociedade contra os ENFERMEIROS.

A preocupação que vêm manifestando de forma alternada e ao sabor dos ventos, mas sempre contra os ENFERMEIROS, do Presidente da Associação dos Administradores Hospitalares e outros actores da gestão de serviços e unidades, não são os utentes/doentes conforme propalam em longas palavras, devido ao adiamento de cirurgias. Na verdade, esta tão exacerbada preocupação, tem a ver com números, estatísticas, indicadores, contratualizações e contabilidades económicas, o que implica a perda de volumosos e importantes prémios pelo desempenho para estes. Indicadores e estatísticas conseguidos à custa de quem? Entre outros profissionais, à custa dos ENFERMEIROS PORTUGUESES que auferem baixos salários.

Cabe assumir e dizer que os ENFERMEIROS PORTUGUESES nunca falharam na dedicação ao SNS e ao/no seu desempenho a bem do cidadão/doente/famílias. Contrariamente a outros, por terem outros interesses não visíveis ou menos claros numa visão macro, mas muito mais rentáveis.

Convém perguntar e lembrar, sobre as listas de espera (problemática esta que continua actual) de cirurgia do passado/presente, a quem se deve/deveu? Aos ENFERMEIROS? Nunca! Não havia greve cirúrgica! E de quem é a responsabilidade dos inúmeros doentes que morreram em lista de espera para cirurgia oncológica, por exemplo em 2016, segundo a auditoria do Tribunal de Contas?

Segundo a imprensa, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) é “acusada” de alterar/eliminar no período de 2014 a 2016 vários milhares de pedidos de consultas (fala-se em “234 mil pedidos de consulta). A favor de quem? De diminuir artificialmente as listas de espera?

Portanto, nada de alarmismos contra os ENFERMEIROS PORTUGUESES, nem manipulação da verdade.

Os cidadãos deste Nobre País que é Portugal, sabem que podem contar sempre, mas sempre, com os ENFERMEIROS, seja nos serviços de Saúde, nas catástrofes ou nos momentos de crise. Os ENFERMEIROS PORTUGUESES são profissionais bem formados, altamente qualificados, seja como generalistas ou como especialistas. E nunca falham na presença e nos seus compromissos com o Cidadão e com o País! Esta é uma certeza inquestionável!

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2018.11.26 – 19h00

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