Atrasos em cirurgias resultam em demissão

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As administrações dos hospitais que ultrapassem os tempos máximos de resposta garantida nas cirurgias dos doentes oncológicos e que não apresentem uma justificação válida serão demitidas. A medida, aprovada pelo Ministério da Saúde, será implementada em 2015 e pretende melhorar o desempenho da actividade assistencial, avança o Correio da Manhã.

Alexandre Lourenço, vogal do conselho de administração da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) explicou que a responsabilização das unidades e administrações passa ainda pela “penalização no financiamento hospitalar”, através dos contratos-programa. “Estamos preocupados com alguns indicadores e, por isso, são tomadas medidas para melhorar esses objectivos”, explicou Alexandre Lourenço.

Assim, os hospitais passam a controlar semanalmente os doentes em risco de ultrapassar os tempos máximos de resposta garantida e os directores clínicos de cada hospital passam a justificar, caso a caso, cada doente que ultrapasse o tempo máximo de espera para uma cirurgia.

Segundo a ACSS, o caso segue para investigação na Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS) sempre que a justificação para o atraso não seja válida. Um dos indicadores negativos apresentado no relatório da actividade cirúrgica em 2013, ontem apresentado, é o aumento em um dia do tempo médio de espera dos doentes com cancro operados, que passou de 25 dias, em 2012, para os 26 dias, em 2013.

Esse aumento já se registara em 2012 em relação a 2011. Nuno Miranda, coordenador do Programa Nacional de Doenças Oncológicas, referiu “como aspecto positivo” o aumento de 2559 doentes com cancro que foram operados, que passou dos 41 705 doentes em 2012 para os 44 264 em 2013.

Fonte: Correio da Manhã
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/atrasos-em-cirurg…

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