Comunicado ao Sr. Ministro da Saude

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Encontrei no site ” Pensar a Saúde” uma resposta excelente ao Sr. Ministro da Saúde sobre as suas declarações (ver artigo ““Exaustão” dos enfermeiros resulta da acumulação de funções “).

Deixo-vos aqui a citação desse artigo por me rever em todas as palavras do mesmo!

Hoje o dia já vai longo e está longe de acabar…

É triste chegar a casa depois de mais de 8h de reunião em prol da profissão e quando me aguardam mais 10h em prol do cidadão, ver que o responsável máximo da saúde considera que a “nossa” exaustão (dos enfermeiros) é pela “acumulação de funções nos setores privado e social”.
Seria importante, que pessoa com tal importância se dignasse a informar, pensar e refletir antes de ter uma declaração destas.
Seria importante se, no meio tantos assessores (e quase todos da mesma classe profissional) se importasse em ter um da maior classe profissional da saúde. Aproveito para perguntar – Para quando a Secretaria de Estado da Enfermagem?

Para que fique esclarecido Sr. Ministro:
A minha exaustão não é por acumular funções no setor privado e social.
A minha exaustão é porque há 3 anos no meu serviço éramos 96 enfermeiros e prestávamos cuidados de qualidade. Agora somos 60…
A minha exaustão é porque o cidadão que hoje cuido é mais dependente, por via do envelhecimento da população. É porque a carência social provocada pela contínua austeridade leva a que o cidadão que hoje recorre aos cuidados de saúde necessita de uma maior intervenção do enfermeiro para o seu bem estar físico psico social e espiritual. É porque o familiar que hoje acompanha o cidadão (e bem) tem maior necessidade de perceber o que se passa, o que queremos fazer e que lhe seja dada a oportunidade de poder ser integrado nos cuidados. É porque, pela falta de contratação de colegas há seguimento de turnos e horas extra.

Sr. Ministro… ao invés de ser corta fitas, olhe para as instituições, ouça os profissionais e compadeça-se dos cidadãos.

Trabalhamos em duplo sim Sr. Ministro!
Trabalhamos em duplo, quando chegamos ao local de trabalho e temos de assumir dois sectores numa urgência.
Trabalhamos em duplo, quando assumimos o dobro dos cidadãos numa enfermaria.
Trabalhamos em duplo, quando assumimos o dobro das famílias numa comunidade.
Trabalhamos em duplo, quando fazemos horas (não pagas) para chegar ao cidadão acamado para este não ficar com o penso por fazer…

In : ” Pensar a Saúde”

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