Zika deve chegar à Europa até ao mês de Julho, alerta OMS

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o vírus zika deve chegar à Europa nos próximos dois meses, com um risco qualificado de «baixo a moderado». O comunicado foi publicado esta quarta-feira pela entidade com sede na Europa e aponta que os mais afectados devem ser os países do sul do continente, onde os mosquitos Aedes estão presentes, entre eles Portugal e países no Mar Negro.

«As novas evidências mostram que existe um risco da proliferação do zika na Europa e que esse risco varia de país para país», disse a directora-geral da OMS na Europa, Zsuzsanna Jakab.

A entidade pede que os governos preparem os seus serviços de saúde, fortaleçam a capacidade de atendimento e que possam planear actividades que possam prevenir o surto do vírus. Uma reunião será convocada para Junho para permitir que uma estratégia regional seja estabelecida.

Se nenhuma medida for tomada para travar a transmissão, a OMS acredita que 18 países da Europa possam ser c de forma moderada pela doença. Isso representa um terço da região. Na Ilha da Madeira e na costa do Mar Negro, o risco seria «elevado».

A entidade estima que, em locais com a presença de Aedes aegypti, existe uma «alta possibilidade» de transmissão do vírus. Nos 18 países citados como tendo «risco moderado», o vector seria o Aedes albopictus.

Para 36 países europeus, porém, o risco é «baixo ou inexistente» diante da ausência dos mosquitos ou de uma condição climática que impossibilita a transmissão.

Com mais de 50 países pelo mundo a registar casos de zika, a OMS já havia indicado que o vírus «não iria parar de viajar». A entidade estima que pelo menos 41 países europeus estejam hoje preparados com «boa capacidade» para lidar com um eventual surto.

Ainda assim, a OMS recomenda uma série de medidas para tentar travar o surto. A prioridade deve ser o fortalecimento do controlo de vectores para impedir a proliferação do mosquito e para reduzir a sua densidade.

A entidade ainda pede que profissionais de saúde sejam equipados para detectar a transmissão do zika de uma forma precoce e para identificar rapidamente os locais de transmissão.

Segundo a OMS, serviços públicos precisam de estar preparados para seguir os protocolos para transportar amostras de sangue para testes e que programas para alertar a população sejam estabelecidas.

Para as mulheres grávidas pela Europa, a OMS sugere o mesmo pacote de medidas em países latino-americanos: protecção, informação e a prática de sexo seguro para evitar a contaminação

Fonte: Diário Digital

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