Hipoglicemia: guia para uma atuação eficaz?

hipoglicemia
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Alimentação saudável, prática de atividade física e medicação são a chave para o controlo da Diabetes Mellitus (DM) – só assim é possível alcançar o equilíbrio metabólico, bem-estar, qualidade de vida, bem como a prevenção de doenças associadas e complicações.

Alimentação saudável, prática de atividade física e medicação são a chave para o controlo da Diabetes Mellitus (DM) – só assim é possível alcançar o equilíbrio metabólico, bem-estar, qualidade de vida, bem como a prevenção de doenças associadas e complicações. Descubra mais em www.bwizer.com

O que é uma hipoglicemia?

Uma hipoglicemia pode ser definida como uma redução dos níveis de glucose no sangue para valores inferiores a 70mg/dl.

Pode ser classificada em:

  1. Segundo a sintomatologia: sintomática (se existem sintomas) ou assintomática (tendo esta DM “silenciosa” um risco acrescido).
  2. Segundo a gravidade/ intensidade: ligeira, moderada ou grave, sendo esta última caracterizada por uma alteração do estado de consciência, ou por uma manutenção de um valor inferior a 70mg/dl mesmo após várias tentativas de correção com glicose.

A hipoglicemia é uma das complicações agudas mais frequentes da DM. O Enfermeiro, enquanto elemento integrante da equipa multidisciplinar, desempenha um papel muito importante na educação e empowerment destes utentes, para que estes tentem prevenir estas situações e, no caso de não ser possível evitá-las, saber reconhecer as suas causas e sintomas e claro agir em conformidade.

Como surge uma hipoglicemia?

Ainda que o utente e equipa que o acompanha faça uma excelente gestão da alimentação, prática de atividade física e medicação, existirão sempre variações nos valores de glicemia. Segundo o International Hypoglycaemia Study Group (2015), o nível de glicemia depende do equilíbrio entre as hormonas de insulina e o glucagon, ambos produzidos no pâncreas. No caso de muitas pessoas com DM este equilíbrio está alterado pela utilização de fármacos hipogliceminantes (p.e. a insulina ou as sulfonilureias). Nestas pessoas, apesar da produção de glucagon estar mantida, este não é capaz de combater eficazmente o efeito hipogliceminante dos medicamentos.

 

Fatores de risco

  • Contagem incorreta dos hidratos de carbono
  • Atividade física não programada
  • Doença intercorrente que inclua vómitos, diarreia ou outras alterações gastrointestinais
  • Tempo excessivo entre refeições (ou não realização das mesmas)• Excesso de medicação hipogliceminante
  • Técnica incorreta na administração de insulina
  • Ingestão de álcool
  • Insuficiência renal e/ou hepática

Semiologia

Os sinais e sintomas associados a um hipoglicemia variam de pessoa para pessoa. Ainda assim, é possível classifica-los em:

  • Neurovegetativos – quando existe ativação da resposta do sistema nervoso autónomo, p.e. tremores, palpitações, palidez, fome e suores
  • Neuroglicopénicos – p.e. cefaleias, dificuldades na concentração e na articulação do discurso, descoordenação motora, sonolência e comportamentos diferentes do habitual.

Prevenção

Prevenir é a palavra de ordem – mas como?

  • Praticar uma alimentação saudável
  • Conhecer os sinais e sintoma de uma hipoglicemia
  • Avaliar a glicemia capilar com regularidade
  • Corrigir as hipoglicemias quando necessário
  • Adotar uma boa técnica de administração de insulina
  • Ajustar as doses de insulina em função da alimentação a nível de atividade física
  • Gerir outros fatores com influência como o stresse.

 

Tratamento

Uma hipoglicemia implica um tratamento imediato.

Hipoglicemia ligeira ou moderada – Para sua a correção, a pessoa deve ingerir glicose numa quantidade em função do seu peso corporal e sob a forma de gel ou pastilhas de glicose, sumo, mel ou açúcar. Depois, após 10 ou 15 minutos (para que ocorra uma absorção correta da glicose), deve avaliar-se novamente a glicemia:

  • Se glicemia >70mg/dl em adultos (ou >100mg/dl em crianças) = hipoglicemia corrigida
  • Se glicemia <70mg/dl em adultos (ou <100mg/dl em crianças) = hipoglicemia não corrigida, pelo que é necessário repetir a ingestão de glicose.

Hipoglicemia grave – Para sua a correção deve administrar-se glucagon intramuscular, mas se a pessoa estiver inconsciente, esta primeiro deve ser colocada em posição lateral de segurança. A administração do glucagon faz com que sejam libertadas as reservas de glicose do corpo para que se restabeleça o nível correto de glicemia:

  • Se glicemia >70mg/dl em adultos (ou >100mg/dl em crianças) = hipoglicemia corrigida
  • Se glicemia <70mg/dl em adultos (ou <100mg/dl em crianças) = hipoglicemia não corrigida
exercício e hipoglicemia
exercício e hipoglicemia

Atenção:

Quando a glicemia já está corrigida, recomenda-se a ingestão de hidratos de carbono de absorção lenta (p.e. bolachas e pão) para manter esse valor de referência

 

Nota: Quando estamos perante um utilizador de um dispositivo de perfusão subcutânea contínua de insulina (a chamada bomba de insulina), devemos corrigir a hipoglicemia de forma semelhante às pessoas que utilizam caneta, tendo em atenção que com valores <60mg/dl a bomba deve ser colocada em STOP e reiniciada 30 minutos depois, ou quando a glicemia estiver corrigia.Se glicemia entre 60-70mg/dl a bomba não precisa de estar em modo STOP

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