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Ministro tem esperança de travar greves na Saúde

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Adalberto Campos Fernandes espera chegar a “ponto intermédio” para evitar próxima paralisação de enfermeiros. E diz que greve regional de médicos marcada para quarta-feira “não condiciona” negociações

O ministro da Saúde disse esta segunda-feira em Mafra que Governo e os sindicatos dos enfermeiros estão a esforçar-se para “chegar a um ponto intermédio” nas negociações para evitar a greve convocada para entre 23 e 27 de outubro.

“Se todas as partes fizerem um esforço para chegar ao ponto intermédio [da negociação], o acordo é possível e isso está a ser visível nas negociações”, afirmou aos jornalistas Adalberto Campos Fernandes, acrescentando que decorre “a bom ritmo” a ronda negocial, que hoje à tarde conta com mais uma reunião.

O ministro da Saúde admitiu que as propostas são consideradas “justas” na sua maior parte pela tutela e “sinalizam da parte do Governo um esforço muito grande, até do ponto de vista orçamental”.

Das reivindicações dos enfermeiros e que o Governo deverá aceitar, Adalberto Campos Fernandes adiantou que o processo de revisão das carreiras “está em aberto para acontecer em 2018” e que há “disponibilidade” para iniciar a negociação de um novo Acordo Coletivo de Trabalho” e repor as horas de qualidade.

A reposição das 35 horas de trabalho semanal é outra das cedências da tutela que o governante sublinhou.

O Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e o Sindicato dos Enfermeiros (SE) enviaram um pré-aviso de greve geral para os dias 23 a 27 de outubro, passando depois a “tempo indeterminado”.

Médicos: greve e negociações

Em Mafra, distrito de Lisboa, onde inaugurou um Centro de Saúde, Adalberto Campos Fernandes garantiu ainda que a greve dos médicos da região norte do país prevista para quarta-feira “não condiciona” as negociações que a tutela tem em curso com os sindicatos representativos destes profissionais.

“Não é por haver uma greve regional, como a que vai acontecer na região norte, que as negociações deixam de existir ou ficam condicionadas positiva ou negativamente”, disse aos jornalistas Adalberto Campos Fernandes.

O governante adiantou que, “das três propostas que estavam em cima da mesa, uma já está fechada e tem a ver com o limite anual das horas extraordinárias”.

Em relação às restantes, “estão em aberto” e são “um processo mais difícil”, mas defendeu que, “havendo boa vontade das partes, será possível o entendimento” com os médicos, assim como demonstram as negociações que decorrem também com os sindicatos representativos dos enfermeiros.

De acordo com a Federação Nacional de Médicos (FNAM), a greve dos médicos vai ter início na quarta-feira na região norte, em protesto por menos horas de trabalho extraordinárias e outras reivindicações, caso da diminuição do trabalho suplementar nas urgências de 200 para 150 horas anuais, turnos de urgência de 12 horas, em vez de 18, e listas de doentes mais pequenas, descendo dos atuais 1.900 para 1.550.

As greves regionais começam na quarta-feira na região norte, seguindo-se a região centro em 18 de outubro e a região sul em 25 de outubro, antes da paralisação nacional a 8 de novembro.

Fonte TVI 24
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