Estudo em larga escala contraria restrições no consumo de sal

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Um novo estudo publicado na revista The Lancet defende que as atuais guidelines relativas ao consumo de sal podem não resultar em melhorias para a saúde, nomeadamente, em reduzir o risco cardiovascular.

Os investigadores analisaram a pressão arterial e o risco cardiovascular em 94.000 adultos, entre os 35 e 70 anos, de 21 países com base no consumo de sódio e potássio. Os indivíduos foram acompanhados durante oito anos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha a consumir menos de 2 mg de sódio por dia como forma de prevenção contra as doenças cardiovasculares. Contudo, os autores consideram que existe pouco evidência de que esta medida resulte na melhoria das condições de saúde, concluindo, a partir deste estudo de larga escala, que a ingestão de sódio associada ao aumento do risco cardiovascular apenas se verificou em comunidades onde o consumo era superior a cinco gramas por dia.

A China foi o único país onde se constatou que 80% da população tinha um consumo a esse nível, sendo que nos restantes países, a média encontra-se entre as 3 e 5 gramas, onde uma maior ingestão de sódio foi inversamente proporcional a uma maior incidência de enfarte do miocárdio ou outros eventos cardíacos, ou aumento da mortalidade por esses fatores, assim como o risco de acidente vascular cerebral (AVC) não aumentou.

Os autores também verificaram que o consumo de potássio, encontrado nas frutas, vegetais, produtos lácteos, batatas, nozes e feijão, diminuía o risco de desenvolver problemas associados ao coração.

Os resultados do estudo podem ser analisados AQUI.

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