Greves da saúde estão a obrigar ao adiamento de cirurgias oncológicas

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Há relatos de cirurgias oncológicas adiadas por dois meses em pelo menos um hospital da região de Lisboa e na região Centro. Bastonário diz que desconhece estes casos

As sucessivas greves dos profissionais de saúde têm levado ao adiamento de milhares de cirurgias em todo o país, incluindo as mais urgentes, como é o caso das oncológicas. De acordo com o Diário de Notícias, as estimativas apontam para cerca de três mil intervenções cirúrgicas adiadas por cada dia de greve.

Numa altura em que os enfermeiros estão novamente em protesto, a reinvindicar uma renegociação da carreira, os hospitais estão a sentir dificuldades em remarcar as cirurgias adiadas. Em muitos casos, as cirurgias só deverão ser realizadas em 2019 e há casos de cirurgias oncológicas que foram adiadas por dois meses. “Tenho 12 doentes com cancro que tiveram cirurgias adiadas por causa da greve dos enfermeiros de setembro e três delas voltam a ter operações canceladas por causa destas greves de outubro. Portanto, vão ter de esperar pelo menos dois meses”, revelou ao DN uma especialista em senologia (doenças da mama) de um grande hospital da região de Lisboa.

No entanto, o adiamento de cirurgias oncológicas não terá acontecido apenas na região de Lisboa. Um médico de um hospital da região Centro garante que o primeiro dia da greve dos enfermeiros (quarta-feira) afetou também doentes oncológicos. A confirmar-se, uma espera de dois meses pela cirurgia ultrapassa largamente os tempos máximos de resposta estipulados por lei. Aos Os doentes oncológicos muito prioritários têm de ser assegurada a cirurgia no prazo de 15 dias, aos prioritários em 45 dias e mesmo aos casos normais até 60 dias.

Questionado ontem sobre esta situação, o bastonário da Ordem dos Médicos diz que vai estar atento mas que desconhece estes casos. “Não tenho conhecimento oficial de nenhuma situação de adiamento de dois, três ou quatro meses de operações a doentes oncológicos. Mas, se existe, deve ser identificada para intervir”, referiu Miguel Guimarães.

Um dos efeitos da reprogramação de operações é o aumento da emissão de vales-cirurgia (que são emitidos de forma automática assim que é ultrapassado o tempo limite de resposta), de modo a que os doentes possam ser operados no setor privado. A quantidade de vales-cirurgia emitidos quase duplicou em 2017 e continua a aumentar este ano.

Saúde Online

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