Greve dos enfermeiros: Catarina Martins pede bom senso de ambas as partes – Atualidade

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Durante um contacto com a população na Feira de Espinho, distrito de Aveiro, no âmbito das jornadas parlamentares do BE, Catarina Martins foi questionada sobre a possibilidade de o Governo avançar com a solução da requisição civil face à greve dos enfermeiros nos blocos operatórios.

“Bom-senso de ambas as partes, eu julgo que é mais importante neste momento. Os enfermeiros são essenciais ao Serviço Nacional de Saúde e não têm sido bem tratados por sucessivos governos. Há uma série de questões que já foram resolvidas, mas há outras que ainda não foram resolvidas e devem ser”, afirmou.

No entanto, “ter um caderno reivindicativo que vai crescendo à medida que as negociações vão sendo feitas, torna difícil encontrar o bom caminho para o Serviço Nacional de Saúde”, admitiu a líder bloquista.

“O que eu julgo que é necessário neste momento é uma aproximação dos dois lados porque é preciso chegar a uma solução. Nós registamos que o Governo já deu avanços no reconhecimento do grau de especialista, é importante”, destacou.

O que falta, segundo Catarina Martins, é que o “Governo também faça essa aproximação no que tem a ver com os descongelamentos e a progressão nas carreiras”.

“E é importante também que da parte dos enfermeiros haja essa aproximação e não haja sucessivas novas reivindicações, mantendo uma greve que está a penalizar muito o Serviço Nacional de Saúde”, defendeu.

Questionada sobre as palavras do primeiro-ministro, António Costa, que na semana passada classificou as greves cirúrgicas dos enfermeiros como “selvagens” e “absolutamente ilegais”, a coordenadora bloquista escusou-se a responder diretamente e repetiu os argumentos que já tinha adiantado.

“Repito: julgo que os enfermeiros não devem ter um caderno reivindicativo que vai aumentando a cada dia porque isso torna impossível uma negociação, mas é verdade que boa parte das reivindicações dos enfermeiros são justíssimas, são atendíveis e não estão ainda respondidas”, observou.

A questão por resolver, insistiu, “tem a ver com a progressão nas carreiras e o descongelamento, até porque centros hospitalares estão a ter comportamentos diferentes, criando situações de injustiça relativa em pessoas na mesma profissão”, o que para Catarina Martins “não tem sentido”.

“Julgamos que se o Governo resolver essa parte, existirá também bom senso da parte dos enfermeiros até porque os enfermeiros tiveram sempre nas suas lutas, até agora, um enorme apoio popular e seguramente não querem alienar esse apoio popular às suas justas reivindicações”, avisou.

O Governo pediu ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República que se pronuncie sobre a greve dos enfermeiros nos blocos operatórios que começou no final de janeiro, disse hoje fonte do Ministério da Saúde.

Fonte: Lifestyle Sapo

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