Marvão contra alteração de passagem na fronteira só para dias úteis

Tempo de leitura: 2 minutos

“Tal alteração, decidida de forma unilateral, vai prejudicar, substancialmente, a vida de todos os trabalhadores transfronteiriços”, destacou o município alentejano, situado na raia com a Extremadura espanhola, em comunicado enviado hoje à agência Lusa.

Segundo a autarquia, esta decisão prejudica, sobretudo, os trabalhadores “dedicados a desempenhos de primeira linha na área da saúde e que, a partir de dia 15”, ou seja, esta segunda-feira, “vão deixar de poder atravessar esta fronteira entre as 20:00 e as 06:00, nos dias de semana, e aos fins de semana”.

Na sexta-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou que o controlo de pessoas nas fronteiras entre Portugal e Espanha vai manter-se até 01 de março devido à pandemia de covid-19.

A partir desta segunda-feira, passam a existir mais dois pontos de passagem autorizada (PPA), em Melgaço e Montalegre, informou o ministério.

A reposição temporária do controlo de pessoas nas fronteiras com Espanha para fazer face à covid-19 foi iniciada em 31 de janeiro e terminava no próximo domingo, mas foi prolongada até 01 de março com alguns ajustes.

No mesmo comunicado, o MAI, tutelado por Eduardo Cabrita, adiantou também que foram feitos “ligeiros ajustes nos horários de funcionamento de alguns PPA, como forma de melhor servir os interesses de ambos os lados da fronteira”.

Quando entrou em vigor a reposição temporária do controlo de pessoas nas fronteiras com o país vizinho, em 31 de janeiro, o PPA de Marvão (fronteira de Galegos – Porto Roque) era um dos oito que funcionava 24 horas por dia, sete dias por semana, segundo o comunicado divulgado na altura pelo MAI e consultado hoje pela Lusa.

Já no comunicado do ministério desta sexta-feira, igualmente consultado pela Lusa, é indicado que o PPA de Marvão vai funcionar, a partir de segunda-feira, nos dias úteis, das 06:00 às 20:00.

Perante esta decisão, o Município de Marvão, liderado por Luís Vitorino, disse “lamentar e repudiar esta medida decretada pelo Governo, pelos enormes constrangimentos que vai causar aos trabalhadores da raia”.

E também “às empresas que ainda continuam a laborar dos dois lados da fronteira, mesmo com todas as limitações de circulação existentes e com a economia transfronteiriça reduzida ao mais elementar”, frisou a câmara.

Em Portugal, morreram 15.183 pessoas dos 784.079 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

LUSA/HN

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