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Universidade Católica anuncia que terceiro trimestre deste ano foi o melhor desde o início da pandemia

“No 3.º trimestre de 2021, o PIB [Produto Interno Bruto] cresceu 2,9% em cadeia. Desta forma, o 3.º trimestre foi o melhor desde o início da pandemia, se bem que mantendo ainda um importante desvio face a 2019, acima dos três pontos percentuais”, pode ler-se na informação do NECEP enviada hoje à Lusa, em reação aos números do crescimento económico hoje divulgados pelo INE.

O PIB cresceu 4,2% no terceiro trimestre, em termos homólogos, e aumentou 2,9% face ao trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em cadeia, os economistas da Universidade Católica assinalam que “é um sinal muito positivo na medida em que trata de um crescimento elevado em termos históricos, o terceiro mais acentuado desde 1995 depois dos 4,4% do 2.º trimestre bem como da recuperação de 14,7% observada no 3.º trimestre do ano passado”.

Segundo o NECEP, “a evolução diferenciada dos deflatores das exportações e importações poderá ter favorecido o andamento recente do PIB, notando que a pressão sobre os preços tem sido maior do lado das importações de produtos energéticos e matérias-primas”.

“Adicionalmente, a deterioração dos termos de troca poderá implicar um novo agravamento do saldo da balança de bens”, alertam os economistas.

O NECEP refere ainda que em termos europeus, “as economias ibéricas, incluindo Portugal, estão entre as mais prejudicadas do ponto de vista económico pelos choques sucessivos dos confinamentos”.

“O peso relativo do turismo, uma fileira que poderá demorar ainda algum tempo a recuperar plenamente das perdas entretanto ocorridas, e notando que o 3.º trimestre ainda esteve longe da normalidade neste âmbito, ajuda a explicar o atraso no regresso aos anteriores níveis de atividade”, pode ler-se no na leitura do NECEP.

Os economistas da Católica até salientam que esses dados, “por si só, poderiam melhorar o cenário central do NECEP para o corrente ano”, mas “o contexto é de elevada incerteza e os indicadores mais recentes sugerem riscos de deterioração da atividade económica em outubro”.

O INE referiu hoje que no aumento em cadeia verificou-se “um contributo positivo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB, que tinha sido negativo no 2.º trimestre, e um contributo positivo menos intenso da procura interna no 3.º trimestre de 2021”.

Já quanto à comparação homóloga, o INE recordou que “no trimestre anterior, a variação homóloga do PIB tinha sido 16,1%, resultado influenciado, em grande medida, pelo forte impacto da pandemia no 2.º trimestre de 2020”.

Segundo explica o instituto, “a dissipação parcial deste efeito de base traduziu-se num contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB menor que o apurado no trimestre anterior”.

Por sua vez, continua o INE, o contributo da procura externa líquida “foi ligeiramente mais negativo no 3.º trimestre, traduzindo um aumento das importações de bens e serviços mais acentuado que das exportações de bens e serviços”.

O instituto refere ainda que, no 3.º trimestre, “o deflator das exportações e, em maior grau, o deflator das importações terão registado crescimentos expressivos, sobretudo relacionados com a evolução dos preços dos produtos energéticos e das matérias-primas, prolongando-se a perda nos termos de troca observada no trimestre precedente”.

De acordo com as previsões macroeconómicas adjacentes à proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2022, que foi chumbada na quarta-feira no parlamento, o executivo espera um crescimento económico de 4,8% este ano e 5,5% no próximo.

Quanto às previsões das restantes instituições, o Banco de Portugal (BdP) continua a ser a entidade mais otimista relativamente à evolução da economia nacional este ano (4,8%), seguido pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP), que espera um crescimento de 4,7% para este ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta para um crescimento de 4,4%, a Comissão Europeia espera 3,9% e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) antevê um crescimento de 3,7%.

LUSA/HN

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