Composto presente na cebola tem efeitos anticancerígenos

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Investigadores japoneses descobriram que as cebolas têm um composto natural com propriedades anticancerígenas para o cancro do ovário, dá conta um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cancro do ovário epitelial é o tipo de cancro do ovário mais comum e tem uma taxa de sobrevivência de cinco anos de aproximadamente 40%. O risco deste tipo de cancro é de um por cento, no entanto, este pode aumentar para 40% se houver antecedentes familiares da doença. A maioria dos pacientes (80%) tem recidivas após o tratamento inicial com quimioterapia. Desta forma, são necessários tratamentos mais eficazes.

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Kumamoto, no Japão, isolaram um composto presente nas cebolas, o ONA, e verificaram que este tinha vários efeitos no cancro do ovário epitelial.

Experiências realizadas in vitro demonstraram que a presença do ONA inibiu o crescimento do cancro do ovário epitelial. Os investigadores também verificaram que o composto inibia as funções pró-tumorais das células supressoras derivadas da linhagem mieloide, que estão intimamente associadas à supressão da resposta imune tumoral dos linfócitos do hospedeiro.
O estudo apurou ainda que o ONA aumentava os efeitos anticancerígenos dos fármacos ao fortalecer as suas capacidades antiproliferativas.

Através de experiências realizadas num modelo de ratinho para o cancro do ovário, os cientistas apuraram que a administração oral do ONA conduzia a um maior tempo de sobrevivência e diminuía o desenvolvimento do cancro do ovário. Foi demonstrado que o composto reduzia a progressão dos tumores malignos do cancro do ovário ao interferir com as funções pró-tumorais das células mieloides.

Com base nestas descobertas, os investigadores concluíram que o ONA poderá ser benéfico como tratamento adicional para os pacientes com cancro do ovário, devido à sua capacidade de supressão da ativação pró-tumoral dos macrófagos associados ao tumor e também como resultado da sua toxicidade direta contra as células cancerígenas.

Os investigadores não observaram efeitos secundários nos animais. Na sua opinião, um suplemento oral de ONA pode ajudar bastante as pacientes com cancro do ovário.

Fonte: Univadis

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