Enfermeiros são “parceiros chave” para o futuro da saúde

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A European Federation of Nurses Associations (EFN) quer que os enfermeiros – que são quem está na linha da frente e conhece os problemas do setor, dos profissionais e dos utentes – sejam ouvidos na hora de definir reformas para a saúde. Sugere, por isso, que todas as organizações de doentes e de profissionais da saúde da União Europeia (UE) se juntem para estabelecer medidas comuns para o setor.

Após estar presente no “Fórum Político para o Futuro da Saúde”, que decorreu ontem, 16 de janeiro, na sede da OCDE em Paris, a EFN veio a público demonstrar a sua posição quanto à definição de políticas da saúde: defende que estas se baseiem mais nas pessoas e menos nos números.

“Não haverá melhores resultados na saúde se não apoiarmos a linha de frente. (…) A EFN convida as organizações de doentes e profissionais de saúde a construir alianças fortes para chegar a um acordo conjunto sobre a reforma do sistema de saúde, independentemente do que os ministros e instituições internacionais virem a decidir com base em valores. Precisamos construir alianças fortes para reformar a saúde de uma forma não-disruptiva”, afirma a associação em comunicado.

Apesar de reconhecer que os diferentes Estados-Membros da UE possam ter diferentes sistemas de saúde e de assistência social, a instituição acredita que podem e devem partilhar os mesmos valores: “universalidade, solidariedade e equidade”. Considera, no entanto, que estes valores, “que guiam seis milhões de enfermeiros na UE”, não se refletem nas políticas de austeridade, que em busca de uma maior sustentabilidade não investem nos cuidados de saúde: “desde 2008 que só vemos cortes, não investimentos!”.

Na opinião da EFN, apesar de hoje, na era digital, o acesso à informação ser fácil, os poderes políticos “continuam apenas a analisar a informação relativa a resultados e não sobre as pessoas que servem”, o que seria “essencial para obter melhor qualidade de cuidados”. É aí que – salienta – devem ser ouvidos os enfermeiros, que se encontram numa “posição única e privilegiada”, com acesso direto às necessidades dos cuidados. “As soluções devem refletir opiniões dos enfermeiros. Soluções que não incluam a linha da frente não são soluções”, sublinha.

A EFN conclui o comunicado, afirmando que “vai acompanhar atentamente este debate da OCDE e vai questionar a contribuição da Comissão Europeia, para garantir que os sistemas de saúde sejam mais centrados nas pessoas e deem mais reconhecimento aos enfermeiros da linha de frente”, que, “com os conhecimentos e competências adequados, têm um valor acrescentado considerável e constituem um elo importante entre a inovação tecnológica, a promoção da saúde e a prevenção de doenças”.

Fonte: Jornal Enfermeiro

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