Técnicos Superiores das áreas de Diagnóstico e Terapêutica Ponderam Novo Processo de Luta

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GOVERNO ENREDA NEGOCIAÇÕES QUE SE ARRASTAM HÁ MAIS DE 100 DIAS

Após uma greve por tempo indeterminado que durou 24 dias e paralisou o SNS (Serviço Nacional de Saúde) – com adesão perto dos 100% e que afetou mais de 200 mil utentes -, a 24 de novembro de 2017 os sindicatos representativos dos Técnicos Superiores das áreas de Diagnóstico e Terapêutica (TSDTs) firmaram um acordo de negociação das suas carreiras com o Governo, a desenvolver-se num prazo de 45 dias.

DECORRIDOS 102 DIAS, O SINDICATO DOS TÉCNICOS SUPERIORES DE SAÚDE DAS ÁREAS DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA (STSS) CONSTATA:

1 – As negociações com o Governo arrastam-se a um ritmo inadmissível, não se visualizando o seu fim.

2 – Sobre as matérias nucleares da negociação, tais como as tabelas salariais, as transições para as novas carreiras, o regime de avaliação e o descongelamento de escalões, as propostas do Governo oscilam entre a omissão e a provocação sindical, pois, em muitos aspetos, este apresenta propostas que pioram a já grave situação dos TSDTs, sem paralelo na Administração Pública.

3 – Das matérias já negociadas com a Comissão nomeada pelo Governo, não existe qualquer validação dos Ministérios da Saúde e das Finanças, facto que não garante a observância dos compromissos e a sua aplicação.

4 – Solicitadas, por diversas vezes, reuniões com os titulares dos dois ministérios, com caracter de urgência, visando o esclarecimento político do enquadramento negocial, os Ministérios da Saúde e das Finanças não dão qualquer resposta.

Em face disto, no dia 9 de março, em reunião da sua Direção Nacional, o STSS ponderará o recurso a novo processo de luta nas próximas semanas, estando a decorrer conversações com outros sindicatos do sector, visando uma posição conjunta.

DISCRIMINAÇÃO DOS TSDTs PROLONGA HÁ 18 ANOS

Para o STSS a situação constituída pelo Governo não faz qualquer sentido, pois, se por um lado o processo negocial visa por fim a uma discriminação dos TSDTs que se prolonga há 18 anos, por outro lado os sindicatos têm demonstrado uma grande serenidade negocial, evitando especulações políticas que possam por em causa as negociações. Contudo, se do esforço de entendimento e negociação do STSS nada resultar, uma coisa fica clara: a responsabilidade do Governo é inequívoca, seja pelos eventuais efeitos de um conflito no normal funcionamento do SNS, seja da quebra de confiança nos compromissos deste.

CERCA DE 10 MIL PROFISSIONAIS EM EXERCÍCIO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE QUEREM VER A CARREIRA REGULARIZADA

Os TSDTs são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardiopneumologia, entre muitas outras, num total de cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde. Em caso de luta, recorrendo à greve, esta afetará praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares, diagnósticos diferenciados em todas as áreas de intervenção clínica, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, prevenção em saúde, etc.

Presidente do Sindicato

Almerindo Rego

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