Produtos de higiene íntima feminina associados a infeções

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Um estudo recente sobre o uso de produtos de higiene íntima feminina sugeriu que aqueles poderão causar mais danos que benefícios.

Com efeito, uma equipa de investigadores liderada por Kieran O’Doherty da Universidade de Guelph, Canadá, estabeleceu uma associação, que considerou preocupante, entre o uso daquele tipo de produtos e um risco três vezes maior de desenvolvimento de infeções vaginais.

Para o estudo, os investigadores efetuaram uma sondagem a 1,471 mulheres canadianas. No Canadá os produtos de higiene íntima são usados por 95% das mulheres. Nas sondagens as mulheres eram questionadas sobre os produtos e práticas usados relativamente à sua saúde vaginal, e a frequência com que tinham problemas.

A equipa observou que os produtos usados mais frequentemente pelas mulheres eram cremes para a comichão, hidratantes e lubrificantes e ainda toalhitas íntimas. Como resultado, certos produtos foram associados a infeções específicas.

Como exemplo, foi verificado que as mulheres que usam antisséticos em gel apresentavam um risco oito vezes maior de terem uma infeção vaginal fúngica e 20 vezes uma infeção bacteriana.

As participantes que usavam geles ou sabões líquidos corriam um risco quase três vezes e meio maior de terem uma infeção bacteriana e duas vezes e meia de relatarem uma infeção do trato urinário.

Nas mulheres que usavam toalhitas íntimas o risco de infeção do trato urinário duplicava e nas que usavam lubrificantes e hidrantes o risco de infeção fúngica eram duas vezes e meio maior.

“O estudo não estabelece se são os produtos que causam as infeções ou se são as mulheres que usam os produtos numa tentativa de tratarem a infeção”, disse o investigador que liderou o estudo.

Por outros lado, Kieran O’Doherty explicou que têm aparecido estudos médicos a indicarem que a perturbação do sistema microbiano vaginal causa problemas de saúde e o especialista admite que aquele tipo de produtos possa impedir o desenvolvimento das bactérias saudáveis que combatem as infeções.

“A nossa sociedade concebeu a ideia que o sistema genital feminino não é limpo e o marketing dos produtos de higiene vaginal como sendo algo que as mulheres precisam para atingir o ideal contribui para o problema”, concluiu o autor.

Fonte Univadis

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