Demitiram-se 52 diretores e chefes de serviço do hospital de Gaia

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Falta de resposta do Ministério da Saúde à situação de sobrelotação do serviço de urgência estará na origem da demissão em bloco. Médicos falam esta tarde em conferência de imprensa.

O director clínico e vários médicos pertencentes à chefia do Hospital de Gaia apresentaram a demissão esta quarta-feira, cumprindo, desta forma, a ameaça que fizeram há cerca de cinco meses, adianta o Jornal de Notícias.

Na origem desta decisão dos profissionais do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho está a falta de respostas do Ministério da Saúde em relação aos problemas do hospital. No final de março deste ano, 37 diretores de serviço e de departamento do hospital tinham anunciado a intenção de abandonar os respetivos cargos caso a situação de sobrelotação no serviço de urgência se mantivesse.

No final da visita que o bastonário da Ordem dos Médicos fez à unidade hospitalar nessa altura, Miguel Guimarães falava em “condições caóticas” e comparava o serviço de urgência a “um cenário de guerra com macas por todo o corredor”. O problema foi-se arrastando e a 13 de agosto, perante um novo agravamento da situação, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros apontava um aumento “de dez para 19 doentes [internados] em macas no espaço de três dias”.

No final de uma reunião onde os médicos demissionários se reuniram com Miguel Guimarães, esta tarde, o diretor clínico demissionário daquele centro hospitalar, José Pedro Moreira da Silva, apontou como causas para a demissão coletiva as “condições indignas de assistência no trabalho e falta de soluções da tutela”.

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