Ordens, sindicatos e administração do hospital Santa Maria vão ser ouvidos na Assembleia da República | Serviço Nacional de Saúde

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Representantes das ordens dos Enfermeiros e dos Médicos e dos sindicatos, além da administração do Hospital Santa Maria, vão ser ouvidos na comissão parlamentar de Saúde sobre os impactos da greve cirúrgica nos cinco maiores hospitais do país.

Uma das audições, requerida pelo PS, vai ouvir o representante do conselho regional do Norte da Ordem dos Médicos e o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, para esclarecimento de “afirmações e denúncias relacionadas com a greve dos enfermeiros”.

A segunda audição, pedida pelo PSD, visa a Ordem dos Enfermeiros, a Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros, para esclarecerem se “os direitos dos cidadãos portugueses e, em particular, dos doentes que recorrem ao SNS, estão a ser devidamente salvaguardados.

As audições foram pedidas depois de quase um mês de greves nos blocos operatórios de cinco dos maiores hospitais públicos do país, que deverá ser mantida até, pelo menos, ao final do ano.

A greve já levou ao cancelamento de mais de sete mil cirurgias programadas no Centro Hospitalar Universitário de S. João (Porto), no Centro Hospitalar Universitário do Porto, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de Setúbal.



2600 “cheques-cirurgia”

A ministra da Saúde, Marta Temido, classificou esta greve como “cruel, porque se vira contra os mais fracos”, e assegurou que as cirurgias serão reprogramadas para o próximo ano, admitindo a possibilidade de ter de recorrer aos serviços privados.

Hoje, o ministro das Finanças, Mário Centeno, anunciou que já foram passados , vales que permitem aos utentes recorrerem a um hospital não afetado pela paralisação.

A greve foi convocada contra a falta de valorização dos enfermeiros e pelas dificuldades das condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde.

Os enfermeiros pretendem melhorar a carreira, progressões que não têm há 13 anos, bem como a consagração da categoria de enfermeiro especialista, matérias que estão em negociação com as estruturas sindicais, mas ainda sem acordo.

O movimento de enfermeiros desencadeou aliás uma nova recolha de fundos, com a meta de 400 mil euros até 14 de Janeiro, com vista à marcação de mais uma paralisação prolongada no início de 2019.




Fonte: Público

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