50 anos à espera de obras no hospital de Beja levam deputados do PEV a questionar Governo – Atualidade

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A exigência surge num comunicado que o Grupo Parlamentar do PEV enviou hoje à agência Lusa sobre uma pergunta relativa ao projeto de remodelação e ampliação do hospital de Beja que os seus deputados José Luís Ferreira e Heloísa Apolónia dirigiram ao Ministério da Saúde.

Os deputados, “dada a necessidade real” das obras, querem saber se o Governo “tem intenção de cumprir” a resolução da Assembleia da República que recomenda ao executivo que adote “as medidas necessárias para que se iniciem os procedimentos para a remodelação e a ampliação do hospital de Beja”.

No caso de o Governo ter intenção de cumprir a resolução, apresentada pelo PCP e aprovada com votos a favor das bancadas do PSD, BE, CDS-PP, PCP, PEV e do PAN e a abstenção da bancada do PS, os deputados também querem saber quando o Governo prevê iniciar as obras de remodelação e ampliação do hospital.

Segundo o PEV, “há quase 50 anos que se fala da remodelação e da ampliação” para “colmatar insuficiências” do projeto inicial do hospital de Beja e já foram inscritas verbas em “alguns” orçamentos e programas de investimentos do Estado para o projeto, mas o avanço das obras “nunca aconteceu”.

Os deputados referem que o serviço de urgência é “um dos graves problemas” do hospital, porque “padece de crónica incapacidade para responder aos picos de afluência, recorrendo a corredores cheios de macas, uma vez que o internamento está dimensionado por baixo”.

Em 2018, o hospital de Beja “foi o que atendeu mais ocorrências urgentes em todo o Alentejo, com 693.194 utentes”, precisam os deputados, referindo que, em termos comparativos, o Hospital do Espírito Santo de Évora “atendeu 483.301 utentes”.

No hospital de Beja, “algumas” consultas externas decorrem “em pré-fabricados instalados no parque de estacionamento” e os seis pisos do internamento “seriam suficientes, não fosse o envelhecimento da população e o consequente aumento de doentes crónicos”, o que coloca “sérias dificuldades de resposta, em particular nos serviços de medicina, cirurgia e ortopedia”.

No serviço de imagiologia, apontam “crescentes dificuldades em responder às solicitações de exames”, a idade dos equipamentos de ecografia e TAC, a falta de ressonância magnética e a aproximação da reforma de médicos radiologistas, o que “coloca em dúvida a continuidade” do serviço “fundamental”.

A estes problemas, os deputados juntam “escassez ou inexistência de algumas especialidades” médicas, o que leva “a que os utentes tenham que se deslocar a Évora ou a Lisboa”, e as carências “notórias e transversais” ao nível de recursos humanos, nomeadamente médicos, enfermeiros, assistentes operacionais e administrativos.

Os deputados frisam que o hospital de Beja é a “peça central” da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, que serve uma população de cerca de 130.000 mil habitantes, distribuídos por 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja,

Em 1950, o distrito de Beja tinha 291.024 habitantes, 18.123 dos quais com mais de 65 anos, e, atualmente, tem 152.758, 38.720 dos quais com mais de 65 anos, refere o PEV, frisando tratar-se de números que “demonstram a desertificação do território, o envelhecimento da população” e, por isso, “maiores necessidades ao nível dos cuidados de saúde”.

Fonte: Lifestyle Sapo

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