Projeto do novo hospital da Madeira ainda está envolto em “neblina”

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No debate de hoje, o líder da bancada do PS, o maior partido da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Iglésias, afirmou que, ao ouvir o secretário regional da Saúde e da Proteção Civil sobre os investimentos previstos no setor, considerou que o governante está “a viver uma realidade paralela onde está tudo bem”.

As notícias que têm surgido, sublinhou, “falam de um constante pandemónio no Serviço Regional de Saúde”, contrariando a afirmação do governante de que houve um aumento de 300 médicos no arquipélago, porque “entre 2017 e 2018 houve uma redução de 422 para 405”.

O deputado socialista Élvio Jesus salientou que “esperava medidas mais enérgicas” neste programa governativo e que se conseguisse aproveitar a “capacidade instalada” no sistema público.

“Esperamos que as contratações no Serviço Regional de Saúde não sejam feitas com mais estratégia, não sejam aos soluços”, declarou, sublinhando que não devem servir “para limpar as listas de desemprego, como tem sido na última década”, com pessoas sem preparação para as funções.

Por seu turno, o líder parlamentar do JPP, Élvio Sousa, sustentou que, apesar de ser um tema que tem sido falado exaustivamente, “as listas de espera continuam a engordar, os utentes estão insatisfeitos e menos confiantes”.

Apesar de o programa do Governo Regional ter a “meta auspiciosa de atribuir um médico e um enfermeiro de família a cada madeirense” nos próximos quatro anos, indicou, presentemente cerca de 111 mil utentes não têm esta valência e a resolução de recurso ao setor privado poderá configurar situações de “promiscuidade”.

O responsável da bancada do PSD, Jaime Filipe Ramos, opinou que este programa “é ambicioso na área da saúde e tem a capacidade de reconhecer que é preciso fazer mais”.

O parlamentar recordou que o Orçamento Regional de 2019 foi “o maior de sempre na saúde”, reforçando a aposta no setor, e que “o montante afeto foi duas vezes superior à média nacional”.

“O nosso sistema de saúde é bem melhor do que o dos Açores e o nacional”, sublinhou, concluindo que “se a saúde não é perfeita na Madeira, pode ficar melhor”.

Quanto ao deputado único do PCP/PEV, Ricardo Lume, realçou o problema da “falta de meios” nas unidades de saúde do arquipélago.

Fonte: Lifestyle Sapo

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