Hospital de Beja abre inquérito a morte de homem após espera de mais de três horas na urgência

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Ana Teixeira disse que o estado de saúde do cunhado “foi piorando” durante a espera e que ela e o marido alertaram “várias vezes” o enfermeiro que tinha feito a triagem e também alertou outra enfermeira para a situação do homem, que “estava a desfalecer na cadeira de rodas”, mas a resposta “foi sempre a mesma” e a de que “tinha de esperar” e que haviam “quatro ou cinco pessoas à frente” dele para serem atendidas.

“Não sei qual era o estado [de saúde] das outras pessoas, sei que o dele era grave, sei que foi piorando à medida que ficou à espera, sei que pedimos para o meterem lá dentro [da urgência para ser atendido por um médico] e disseram que ele tinha de esperar”, frisou, referindo que o cunhado “acabou por desfalecer” e até se gerou “uma confusão” com outras pessoas que estavam na sala de espera “a dizerem que aquilo era desumano”.

Entretanto, por volta das 21:00, “um enfermeiro, no meio da confusão, acabou por levantar-lhe a cara [à vítima], mas o meu marido diz que quando lhe levantaram a cara ele já estava morto. Levaram-na lá para dentro [da urgência] e passados dois ou três minutos vieram dizer que ele tinha falecido”, contou Ana Teixeira.

Segundo Ana Teixeira, ela e o marido fizeram uma reclamação por escrito no livro de reclamações do hospital de Beja.

“Já recebemos uma carta do hospital a dizer que estavam a avaliar o caso e que nos haviam de contactar para dizer algo mais, mas estamos a aguardar e ainda ninguém nos disse mais nada”, lamentou, referindo que a família “ainda nem sequer sabe” a causa da morte.

“Não sei do que é que ele morreu. O que eu sei é que morreu numa cadeira de rodas sentado à porta das urgências com uma pulseira amarela [quase] quatro horas depois de estar ali à espera”, disse Ana Teixeira, frisando: “Isto é que é revoltante”.

O SNS “tem as pulseiras, mas os horários [de atendimento] não são cumpridos”, lamentou, frisando que o cunhado, com uma pulseira amarela, devia ter sido atendido dentro de uma hora, mas esteve mais de três horas à espera e acabou por morrer sem ser atendido.

Fonte: Lifestyle Sapo

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