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São Tomé e Príncipe poderá ter o primeiro centro de hemodiálise em seis meses

No âmbito do protocolo o Estado são-tomense comprometeu-se em conceder “um espaço físico no hospital Dr. Ayres de Menezes ou noutro local, na cidade de São Tomé” para a instalação do Centro de Hemodiálise.

O representante da STP GE Internacional, Luicelio Monteiro disse à Lusa que “assim que for feita a entrega do espaço por parte do Estado” a empresa prevê “dar início ao projeto” devendo estar concluído “dentro de cinco a seis meses”.

Em declaração à Lusa, via telefone, Luicelio Monteiro, esclareceu que “o investimento inicial será de 750 mil euros que inclui a aquisição das máquinas e instalação dos primeiros equipamentos”, devendo atingir um “investimento total de cerca de um milhão de euros”.

“A nossa organização vai assegurar o investimento e o Estado vai comparticipar nos custos de tratamento das pessoas que não têm capacidades financeiras”, adiantou o representante da empresa STP GE Internacional, assegurando que “o projeto já foi submetido ao Ministério da Saúde antes mesmo da assinatura do protocolo” que terá a duração inicial de quinze anos.

No âmbito do protocolo a STP GE Internacional obriga-se em “proceder a formação de recursos humanos nacionais, de forma a permitir a apropriação por parte dos mesmos, dos conhecimentos técnicos necessários para a instalação, execução e gestão dos serviços a serem instalados e desenvolvidos no Centro de Hemodiálise.”

Luicelio Monteiro adiantou que “antes mesmo da assinatura deste protocolo a STP GE Internacional, vem desenvolvendo as suas atividades no país, nomeadamente, na realização de campanhas de sensibilização e rastreio da diabetes […] sendo que até ao momento foram distribuídas cerca de três mil máquinas e respetivos kits”, prevendo-se ainda a distribuição de mais 25 mil máquinas e kits a população.

O ministro da Saúde, Edgar Neves considerou que o trabalho que a empresa STP GE Internacional desenvolve no país “já se tem tornado mais do que visível” destacando que “ainda há metas ainda mais ambiciosa” que permitirá a instalação de centro de hemodiálise “que se faz sentir já muitos anos”.

Estima-se que pelo menos 130 cidadãos são-tomenses encontram-se em tratamento de hemodiálise em Portugal, muitos deles em situações de dependência financeira e ajuda do Estado através da Embaixada são-tomense em Portugal.

A STP GE Internacional que pretende garantir os serviços para o tratamento da hemodiálise em São Tomé e Príncipe é uma empresa criada há seis anos e atua em Portugal, Moçambique, Namíbia, Guiné Equatorial, Angola e São Tomé e Príncipe no fornecimento de móveis e equipamentos hospitalares, consumíveis de laboratório e medicamentos.

LUSA/HN

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