Doença vascular: identificada abordagem terapêutica

1 min de leitura

Investigadores americanos identificaram um inibidor proteico que é capaz de impedir o bloqueio dos vasos sanguíneos associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, incluindo enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, dá conta um estudo publicado na revista “Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology”.

As artérias contraem-se e dilatam com o objetivo de regular o fluxo sanguíneo para os órgãos e músculos. As células do músculo liso nas artérias regulam o fluxo sanguíneo através da constrição e relaxamento.

No entanto, quando a inflamação crónica atinge um vaso sanguíneo, habitualmente em resposta à diabetes, níveis elevados de colesterol e tabagismo, as células musculares lisas presentes nas paredes das artérias adquirem um comportamento alterado. Na verdade elas começam a acumular-se dentro das artérias e provocam um estreitamento dos vasos sanguíneos. No caso das artérias coronárias, que fornecem o sangue para as células do músculo cardíaco, este processo produz bloqueios que podem conduzir a um enfarte agudo do miocárdio.

O inibidor do ativador do plasminogénio 1 (PAI-1) é uma proteína encontrada naturalmente nos vasos sanguíneos que controla a migração celular. Na presença de doenças como a diabetes e obesidade, o PAI-1 acumula-se excessivamente nos vasos sanguíneos o que promove a formação de um bloqueio. Este processo ocorre não apenas nas artérias, mas também em enxertos de veias em pacientes que foram submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio.

No estudo, os investigadores da Universidade de Missouri, nos EUA, avaliaram o PAI-03, um fármaco experimental que ainda não foi utilizado em humanos. Verificou-se que o PAI-03 inibia a migração das células do músculo liso das artérias coronárias em cultura e impedia o desenvolvimento de bloqueios nas artérias e nos enxertos bypass nos ratinhos.

Os cientistas verificaram que o PAI-039 diminui a formação de bloqueios em cerca de 50%. Adicionalmente a inibição do PAI-1 também tornou o sangue mais fluido, um efeito que impede a formação de coágulos sanguíneos responsáveis por desencadear a maioria dos enfartes agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

William Fay, o líder do estudo, concluiu que se estes achados forem comprovados em estudos futuros, talvez o PAI-039 ou fármacos similares possam ser utilizados, em combinação com a prática de exercício, dieta, toma de aspirina e de medicamentos para controlar os níveis de colesterol, para impedir a formação de bloqueios dos vasos sanguíneos e reduzir o risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Fonte: Banco da Saúde

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