Contratados em Julho pelo menos dois mil enfermeiros e assistentes para compensar 35 horas

Urgências do Hospital São José, em Lisboa, 10 de fevereiro de 2013. MARIO CRUZ/LUSA
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Ministro da Saúde diz que já está autorizada a contratação de profissionais necessários para colmatar a passagem das 40 para as 35 horas e que serão pelo menos dois mil na primeira fase. Mais tarde, em Setembro ou Outubro, entrarão mais, mas não sabe quantos

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, adiantou que no próximo mês vão ser contratados pelo menos dois mil profissionais para compensar a passagem das 40 para as 35 horas semanais de milhares de enfermeiros, técnicos e assistentes, a partir de 1 de Julho. Numa segunda fase, serão contratados os restantes, disse o governante, sem precisar quantos.

Está “fechado um plano” e já há um processo de autorização (do Ministério das Finanças) para a contratação de um número “muito significativo” de profissionais, que acontecerá em duas vagas, a primeira em Julho e a segunda em Setembro ou Outubro, afirmou o ministro Adalberto Campso Fernandes, que está a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde.

Após a insistência de vários deputados, o governante precisou que, a partir de 1 de Julho, serão contratados pelo menos dois mil novos profissionais e que mais tarde haverá “um ajustamento que dependerá da calibração” e da definição das necessidades das várias unidades de saúde. Para o Governo, frisou, as 35 horas “não são um capricho, nem um favor nem uma benesse aos profissionais”, mas um “reconhecimento do [seu] esforço”.

Só para colmatar o impacto da redução de horário, seria preciso contratar mais de cinco mil novos enfermeiros e auxiliares para os hospitais, pelas contas dos sindicatos que representam estes grupos profissionais e da Ordem dos Enfermeiros (OE). Esta redução de horário acontece dois anos depois de os trabalhadores com contrato em funções públicas terem passado para as 35 horas.

Esta semana, num encontro com dirigentes do ministério, o governante já tinha assegurado que estava em curso um “plano de trabalho intenso” para calcular o número de profissionais necessários em cada unidade de saúde mas avisou que apenas seriam contratados “os que estiverem disponíveis e os que fizerem falta”.

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