O tabaco apodrece-nos por dentro? Parece que sim

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Regra geral, os fumadores conhecem os efeitos negativos do ato de fumar, como a elevada probabilidade de contrair diversos tipos de cancro, danos nos pulmões e no coração, entre outros. Mas um novo estudo sugere que há outros riscos associados e que são relegados para segundo plano.

Num relatório apresentado em dezembro de 2014 pelo Departamento de Saúde Pública, do Ministério da Saúde britânico, foi pedido ao investigador, Rachael Murray (do Centre for Tobacco and Alcohol Studies, que integra a Division of Epidemiology and Public Health da Universidade de Nottingham), que fizesse uma revisão ao papel que o ato de fumar tem no progressivo declínio do corpo, o que inclui o sistema respiratório, cardiovascular e muscular, bem como o sistema cognitivo, saúde oral e visão.

Foi também pedido ao autor que determinasse se há justificação para afirmar que o tabaco apodrece o corpo por dentro. O uso da palavra ‘apodrecer’ tem por base o impacto que o consumo do tabaco tem na saúde oral e na deterioração das artérias.

Como complemento, a revisão descreve como o processo de fumar causa deterioração e degeneração de um determinado número de funções corporais, num processo idêntico ao apodrecimento. Alguns aspetos que o relatório evidencia são enumerados a seguir.

  1. O ato de fumar tem um impacto negativo na densidade mineral dos ossos e causa danos progressivos ao sistema muscular. Estes danos traduzem-se em 25% de aumento na contração de fraturas de diversos tipos e 40% de aumento de contração de fraturas na anca entre os elementos do sexo masculino.
  2. O tempo de recuperação é maior entre os fumadores.
  3. Agravamento das dores de pescoço e costas, levando a um aumento de 79% nas dores crónicas de costas e um aumento de 114% de dores lombares.
  4. Artrite reumatoide e uma redução no impacto do tratamento.
  5. Ao nível do cérebro, os fumadores têm 53% de probabilidade de desenvolver atrofia cognitiva, o que pode levar à demência, e 59% de probabilidade de contrair Alzheimer.
  6. Uma diminuição da qualidade dentária e perda dos mesmos com mais frequência.
  7. Fumar danifica a visão. Por exemplo, aumenta em 358% o risco de desenvolver cataratas.

O estudo frisa que o declínio cognitivo e o elevado risco de contrair demência podem ser revertidos pelo simples ato de deixar de fumar. E embora o relatório saliente que deixar de fumar melhora a saúde do fumador, ressalva que quanto mais cedo o processo for iniciado mais benefícios terá.

Estudo – O tabaco apodrece-nos por dentro? Parece que sim (Download) 

Fonte: Banco da Saúde

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