Seria este o momento de restringir o uso de inibidores da bomba de prótons?

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Novos achados confirmam uma ligação entre inibidores de bomba de prótons e uma maior mortalidade por todas as causas.

Achados de um novo estudo solicitam a emissão de alertas para limitar o uso de inibidores de bombas de prótons (IBPs). O estudo, publicado no BMJ Open, observou que, em comparação aos bloqueadores de H2, o uso de IBPs estava associado a um risco 25% maior de mortalidade por todas as causas.

Um risco elevado de morte também foi identificado para usuários que estavam tomando IBPs mesmo sem ter nenhuma indicação clínica adequada para seu uso, como para infecção por Helicobacter pylori (H. pylori), esôfago de Barrett e câncer esofágico.  Dentre usuários de IBPs, havia uma associação gradual entre a duração da exposição e mortalidade.

Os autores disseram que, apesar de não haver nenhuma explicação biológica óbvia para esta associação, a consistência dos resultados e o crescente corpo de evidências ligadas ao uso de IBPs com uma gama de efeitos colaterais é “convincente”.

Escrevendo no BMJ Open, eles disseram: “Apesar de os nossos resultados não terem o objetivo de parar o uso de IBPs com indicação clínica, eles podem ser usados para estimular e promover a farmacovigilância e enfatizar a necessidade de exercer o uso criterioso de IBPs, bem como limitar o uso e a duração da terapia para momentos em que exista indicação clínica clara e nos quais os benefícios superem os potenciais riscos.”

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