O Amanhã , de Ter Sido Enfermeiro , Hoje !

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Os ENFERMEIROS PORTUGUESES estão exaustos pelo excesso de trabalho que têm e falta de recursos, quer humanos, quer materiais, nos serviços. As Equipas estão reduzidas (atender às dotações seguras). Estão cansados pelas falsas e vãs promessas dos sucessivos governos. Estão desapontados pela ineficiência e ineficácia das negociações dos sindicatos da Classe a defenderem os seus interesses, ao longo dos tempos.

 

Hoje, está novamente em formação, um grande movimento dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, para reivindicarem e lutarem por uma carreira digna, justa, bem remunerada e com progressão. E esta é a questão de fundo. Porque não é só o que não ganhamos (e o que já perdemos de ganhar) no final do mês, em termos de remuneração, como também, depois, no amanhã, o que se vai reflectir, no valor da aposentação. E sobre esta questão, quero pedir uma reflexão grande. Convido todos os Colegas Enfermeiros, mensalmente, a consultarem a publicação da Caixa Geral de Aposentações (CGA), para avaliarem com os próprios olhos, o descalabro e a desigualdade de aposentação/reforma, que os Enfermeiros ficam a auferir, comparando com outras classes, quer da Saúde, quer de outros Ministérios. E esta é também desoladora!

 

Interessa perguntar: Os sindicatos e sindicalistas, têm esta questão presente? Preocupam-se com esse “amanhã”?

 

Perceber que estatuto, não é só pela profissão e categoria que se possui, mas também pelo que se aufere de remuneração.

 

Se colocarmos todas estas questões em discussão: Falta de carreira; Falta de progressão; Baixa remuneração e desadequada, face ao trabalho e responsabilidade que temos – cuidamos/tratamos de pessoas; Horas penosas mal remuneradas; Profissão de desgaste rápido e, de elevado risco e exposição dos profissionais de Enfermagem; Formação a expensas próprias e depois não reconhecida em progressão imediata; etc. etc. etc. Só podemos concluir, que ao longo destes muitos anos, os ENFERMEIROS PORTUGUESES foram muito mal tratados pelos seus pares, pelas suas lideranças e hierarquias, pela sua Ordem Profissional, pelos seus Sindicatos que não defenderam devidamente a classe que representaram nas negociações, pelos sucessivos governos e poder político.

 

Chegados a este momento de exaustão, devo dizer, que só nos restamos a nós mesmos, para fazer o caminho da revolução. O diálogo com os sindicatos e políticos, só tem atrasado o processo. Neste particular, e ultimamente, apesar de muitas das questões não serem da competência da Ordem dos Enfermeiros, tem sido a actual Direcção desta organização profissional que tem estado na primeira linha, com os ENFERMEIROS PORTUGUESES.

 

Penso que o diálogo é sempre importante e deve estar sempre presente. Mas hoje e amanhã, precisamos mais de acção do que de diálogo! ENFERMEIROS PORTUGUESES, tomemos nós o caminho da acção. Não olhemos para quem ficar para atrás, ou não nos acompanhar neste percurso. Olhemos para a frente. O futuro é nosso. Temos que lutar por ele, é verdade! Mas é a nós que nos cabe essa façanha. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Não deixemos nas mãos de outros, o que nos cabe a nós fazer. Sejamos dignos desta luta – ENFERMEIROS E A ENFERMAGEM PORTUGUESA.

 

Desorganizados e divididos por ideologias políticas e falta de clarividência, somos pão-de-ló para os políticos e órgãos decisores. Juntos, firmes e organizados, somos a maior classe do SNS, que com responsabilidade, coerência e capacidade reivindicativa, podemos “escrever” e conquistar algo de novo. Assim o queiramos!

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2018.07.15 – 22h30

(Reeditado de Fevereiro/2018)

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