Reiki. As respostas a todas as dúvidas

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O reiki cura?

Não necessariamente, o reiki harmoniza. Como explica Roberto Candeias, “o reiki ajuda a tratar” problemas como depressão, problemas cardíacos e doenças do foro psicológico.

“A relação entre o terapeuta e a vontade pessoal pode resultar numa grande melhoria do seu estado ou da sua harmonia”, explica Roberto Candeias, que defende que esta é uma técnica segura, sem efeitos colaterais nem contraindicações e que não está ligada a qualquer religião ou culto, respeitando os princípios da medicina, morais e éticos.

Como é que o reiki ajuda a medicina convencional?

Segundo Roberto Candeias, “o reiki é um método que não exclui outras medicinas ou terapêuticas, podendo ampliar a sua eficiência”. Em que medida? De acordo com o psicólogo António Gonçalves, que já tem recomendado esta terapia a alguns pacientes, com depressões por exemplo, grande parte das doenças são psicossomáticas.

“Estão relacionadas com uma desestabilização psíquica”, acabando o reiki por ser “um complemento com influência positiva, ao nível do tratamento, já que promove o bem-estar e a tranquilidade, o que permite ajudar a controlar a doença ou a desarmonia de forma mais eficaz”.

Em que tipo de doenças é que o reiki pode atuar?

Roberto Candeias defende que esta terapia tem efeitos positivos em todos os tipos de doenças, nomeadamente cancro, depressões, esgotamentos, doenças terminais e casos em que houve extracção de órgãos, tais como a vesícula e o apêndice. Na verdade, segundo o terapeuta, “o reiki tem benefícios mesmo em pessoas que não se encontram doentes”.

Qual o papel do reiki em Portugal?

Roberto Candeias revela que, “neste momento, o reiki ainda está à procura do seu espaço e a sua presença nos hospitais faz-se [essencialmente] através do trabalho de voluntários”. “Os médicos já começam a ver a pessoa como mais do que um corpo e procuram informação sobre o tema”, esclarece o terapeuta, que tem dado formação a profissionais da área da saúde, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas e até médicos.

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Para além disso, no início da década de 2000, Roberto Candeias e Margarida Dias, na altura diretora do Serviço de Urgência do Hospital CUF Descobertas, desenvolveram um ciclo de palestras com o título “Medicina e reiki de mãos dadas”, para sensibilizar o cidadão comum e a comunidade médica acerca das vantagens de uma abordagem integrada das medicinas convencionais e das complementares.

O que sente quem já experimentou?

Alberto Magalhães, diabético e doente oncológico, conta de que forma o reiki o ajudou melhorar o seu quadro clínico. “Eu era diabético e, entretanto, foi-me diagnosticado cancro na boca. Na sequência do diagnóstico tive uma depressão. Foi a pior fase da minha vida”, admitiria depois.

«Nessa altura descobri, por acaso, o reiki. Logo na primeira sessão, senti melhorias. Passei a receber massagens de reiki com regularidade e isso ajudou-me muito. Reduzi a minha medicação em cerca de 50%”, revela ainda. Entretanto, fez formação em reiki e, mais tarde, completamente recuperado, fez voluntariado em vários lares da terceira idade.

Texto: Fabiana Bravo com Roberto Candeias (terapeuta e delegado da Associação Portuguesa de Reiki) e António Gonçalves (psicólogo e docente universitário)

Fonte: Lifestyle Sapo

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